Estudo alerta que consumo de maconha pode comprometer memória

Diário da Franca
Fumar maconha frequentemente, mesmo que em pouca quantidade, além de causar dependência química, pode vir a danificar gravemente a área do cérebro ligada à memória.

É o que alerta recentes estudos realizados pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Segundo os especialistas, as partes do cérebro mais atingidas pelos consumidores da erva é a do arquivamento de lembranças e execução de atividades como planejamento e gerenciamento de informações.

Com o tempo usuários da droga passam a esquecer informações simples da vida diária. O uso crônico e iniciado antes dos 15 anos de idade é ainda maior, devido ao efeito tóxico cumulativo.

Usuários da droga, além de precisarem tratar a dependência, devem se submeter frequentemente a testes neuropsicológicos para avaliar eventuais déficits cognitivos e prevenir futuros danos. Tais testes servem ainda para direcionar o tratamento dos dependentes químicos, pois os déficits cognitivos aumentam as chances de recaída.

Além da perda de memória, a erva pode provocar reações de pânico e ansiedade, reduzir as defesas do organismo as doenças e no homem reduzir a produção do hormônio masculino (testosterona).

Sonolência no trabalho

O consumo excessivo de bebida está ligado ao estresse da vida profissional. A relação entre o consumo de álcool e questões trabalhistas ganhou repercussão nacional quando a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou o Projeto de Lei do Senado, Nº 48 de 2010, que proíbe a demissão por justa causa de trabalhadores dependentes de álcool, como diz a atual lei.
De acordo com o texto, a dependência alcoólica passa a ser considerada uma doença crônica e incapacitante, e o trabalhador acometido por tal doença terá direito à proteção do Estado.

Além disso, o projeto garante ao empregado o recebimento de auxílio-doença por causa da dependência ao álcool e estabilidade no emprego por 12 meses após o término do benefício. Neste contexto, é importante esclarecer que o uso abusivo de álcool é, de fato, um dos problemas mais sérios de saúde pública no mundo inteiro.

Apesar de alguns estudos científicos destacarem o consumo abusivo do álcool como causa de desemprego, o contrário – o desemprego levando ao aumento do consumo de álcool e o risco de desenvolver abuso ou dependência alcoólica – também tem sido evidenciado de modo consistente.

Ao contrário do que muitos acreditam, mesmo em pequenas quantidades, o álcool pode causar prejuízos à performance, qualidade e segurança no trabalho. Uma dose-padrão de bebida alcoólica (350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 50 ml de destilado) contém, aproximadamente, 10g de álcool puro. Por isso, é preciso tomar cuidado, já que o álcool é uma substância depressora do sistema nervoso central.

Confira um dos problemas que o consumo de álcool pode causar na vida de uma pessoa:

– Prejuízo do julgamento e da crítica
– Prejuízo da percepção, memória e compreensão
– Diminuição da resposta sensitiva e retardo da resposta reativa
– Diminuição da acuidade visual e visão periférica
– Incoordenação sensitivo-motora, prejuízo do equilíbrio
– Sonolência
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)