Excesso de álcool leva empresários a procurarem tratamento especializado

Jornal de Barretos
Muitos empresários têm sofrido de uma doença silenciosa que afeta pessoas de todas as idades e classes sociais – o alcoolismo.

Por ser uma droga liberada, o álcool é tolerado na sociedade o que faz com que os indivíduos demorem a perceber que estão dependentes e precisam de tratamento.

“Assim como os usuários de drogas ilícitas, o alcoólatra é um dependente químico assim como os usuários de drogas e, por isso, precisam da bebida para realizar suas atividades ou até para superar alguma dificuldade emocional”, explica Luciano Marcos de Oliveira, psicólogo da Clínica Maia.

Segundo o especialista, existe muita falta de informação entre os empresários porque eles consideram normais e, as vezes, até necessário, o fechamento de negócios, reuniões ou comemorações regados a bebidas.

O psicólogo alerta para o perigo da cultura do happy hour: “recorrer à bebida para relaxar após o expediente pode levar à dependência e os empresários são os que mais têm usado o álcool como base para fechar seus acordos.

Principalmente os que possuem uma rotina mais estressante; como os que lidam diretamente com o setor econômico”, diz Luciano.

Os efeitos colaterais ocasionados pelo consumo excessivo do álcool compreendem a sensação de moleza, cansaço, dificuldade para se concentrar, dor de cabeça,enjôo, entre outros.

Quem usa esta droga tende a ser inquieto, ansioso e, às vezes, agressivo quando quer beber e não pode.

Existem dois tipos de alcoólatras: os que tomam uma dose todos os dias e dependem disso para realizar outras ações; e os que bebem ocasionalmente, mas quando o fazem, sempre excedem os limites.

Em algumas situações, o tratamento para quem sofre deste problema requer internação e acompanhamento clínico e terapêutico. “A maioria que procura tratamento vem com sérios problemas familiares, no convívio social e até financeiros”, conta Luciano.

Muitas vezes a própria família tarda o tratamento, porque o dependente é o provedor do sustento familiar, o que pode agravar a situação. “A família deve se informar o quanto antes para evitar constrangimento e sofrimento.

Essa conscientização deve ser de todos os envolvidos-paciente, familiares e amigos”, explica o psicólogo.

Através de um acompanhamento multidisciplinar oferecido pela Clinica Maia, o paciente aprende a lidar com as situações longe do álcool e é estimulado a ter autoconfiança e autoestima.

“O alcoolismo deve ser controlado dia após dia.

O paciente deve aprender a mudar os hábitos, evitar pessoas e lugares que o incitem a ingerir bebida e principalmente, buscar no convívio familiar e atividades que objetivam sua ressocialização”.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)