Ato contra maconha em Curitiba vira debate sobre droga, diz organizadora

G1
Ato público reuniu estudantes, profissionais e políticos nesta quinta (24). Eles se concentraram nas escadarias do prédio histórico da UFPR.

Um ato público contra a legalização da maconha reuniu cerca de cem pessoas nas escadarias da Universidade Federal do Paraná, na manhã desta quinta-feira (24), no centro em Curitiba. O objetivo da campanha é posicionar publicamente os participantes desfavoráveis à legalização da droga e, segundo eles, informar à população os riscos psicológicos, físicos e sociais de fumar maconha.

Durante o ato, cerca de 20 pessoas estiveram presentes para defender a legalização. De acordo com a coordenadora da campanha, a psicóloga Marisa Lobo, “os usuários vieram confrontar a gente na praça, foi bem produtivo. Pudemos trocar ideias”.

A iniciativa foi registrada em cartório no início de fevereiro deste ano e tem o apoio de vereadores da capital paranaense, deputados estaduais, federais, diversas igrejas, profissionais, empresários e da sociedade em geral.

Segundo Marisa Lobo, a ideia da campanha surgiu depois que o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso “manifestou apoio à legalização da maconha no Brasil”.

Em fevereiro de 2009, FHC participou da 3ª Reunião da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, no Rio de Janeiro, e na cerimônia de abertura do evento defendeu a descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal. O ex-presidente lidera um grupo de 17 personalidades mundiais que levou a proposta de legalização da maconha à reunião da Organização das Nações Unidas (ONU), na Áustria. O argumento é de que a medida ajudaria a diminuir a produção e a desmantelar redes de traficantes.

Psicóloga há 15 anos, Marisa Lobo afirma que 30% das pessoas que fumam maconha se viciam e seguem para outras drogas. “Os prejuízos da droga são muito grandes para o usuário, para a família e para a sociedade, tornando um problema de saúde pública. Trabalho em clínicas de reabilitação e a maioria dos pacientes que são viciados em crack começaram com a maconha. Não conseguem controlar”.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)