No RS, ameaça é o crack

Blog do Noblat
Atendimento infanto-juvenil é limitado e tem baixo índice de recuperação.

O único hospital do Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul a atender crianças dependentes do crack é o Hospital Psiquiátrico São Pedro (HPSP), em Porto Alegre. A instituição centenária dispõe de dez leitos para crianças de até 11 anos no Centro Integrado de Atenção Psicossocial Infantil (Ciaps).

O mesmo número de vagas é disponibilizado para o tratamento de adolescentes a partir dos 12 anos, ainda que a faixa etária não seja sempre seguida à risca. Apesar de as vagas não serem exclusivas para crianças que enfrentam problemas com drogas, mas para jovens com distúrbios psicológicos em geral, a regra é que pelos menos 50% dos leitos sejam ocupados por pacientes viciados.

No dia em que a reportagem esteve na casa, entretanto, nenhum dos menores estava em tratamento de desintoxicação química. Os meninos são maioria absoluta — em geral, a proporção é de oito jovens para uma garota.

Nestes últimos cinco anos, o número de casos de viciados em crack aumentou muito, afirmam os profissionais.

— Quase não vemos mais crianças que chegam com problemas como loló. Ele foi substituído pelo crack — diz o gerente de Infância e Adolescente do hospital, o psiquiatra Ronaldo Lopes Rosa.

O psiquiatra revela que, entre os dependentes, usar o crack é um sinal de status social:

— O pessoal diz que loló é coisa de “chinelão”.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)