Aumenta o consumo excessivo de álcool entre as mulheres, diz pesquisa

Entre 2006 e 2010, consumo de bebidas passou de 8,2% para 10,6%Ministério divulgou pesquisa sobre fatores de risco para doenças crônicas.
Do G1, em Brasília

O consumo excessivo de álcool entre as mulheres aumentou de 8,2% para 10,6% no período entre 2006 e 2010, segundo a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel Brasil 2010), divulgada nesta segunda-feira (18) pelo Ministério da Saúde.

O levantamento aponta que entre os homens, o consumo excessivo de bebidas alcóolicas passou de 25,5% para 26,8% no período de 2006 a 2010. No total da população, o consumo subiu de 16,2% para 18%.

O Ministério da Saúde considera consumo abusivo de bebida alcoólica cinco ou mais doses na mesma ocasião em um mês, no caso dos homens, ou quatro ou mais doses, no caso das mulheres.

Tabagismo
De acordo com a pesquisa, entre 2006 e 2010, a proporção de brasileiros fumantes caiu de 16,2% para 15,1%. O percentual representa uma redução em relação ao índice de 1989, quando a Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (PNSN), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou 34,8% de fumantes na população.

Na população masculina, a pesquisa aponta que o hábito de fumar caiu de 20,2% para 17,9%, entre 2006 e 2010. Entre as mulheres, o índice continua estável em 12,7% no período. Entre as pessoas com menor escolaridade, entre 0 a 8 anos de estudo, o índice de fumantes é de 18,6%. Entre as pessoas mais escolarizadas, com pelo menos 12 anos de estudo, o índide de fumantes é de 10,2%.

Segundo a pesquisa, caiu o número de homens que fumam 20 cigarros ou mais por dia, passando de 6,3% para 5,6%, entre 2006 e 2010. Já entre as mulheres, no mesmo período, o consumo passou de 3,2% para 3,6%

Fumantes passivos
O número de fumantes passivos, de acordo com a pesquisa, diminuiu em 2010. Esse indicador começou a ser avaliado a partir de 2009, quando a pesquisa apontou que 13,3% dos brasileiros não-fumantes moram com pelo menos uma pessoa que costuma fumar dentro de casa. Em 2010, o índice baixou para 11,7%. A pesquisa mostra ainda que 11,4% das pessoas que não fumam convivem com pelo menos uma pessoa que fuma no local de trabalho.

De acordo como o Instituto Nacional do Câncer (INCA), pelo menos 2,6 mil não-fumantes morrem no Brasil por ano devido a doenças provocadas pelo tabagismo passivo. Pessoas que não fumam, mas enfrentam essas condições, têm 30% de chances a mais de desenvolver câncer de pulmão e 24% a mais de sofrer infarto e doenças cardiovasculares.

Segundo o Ministério da Saúde, tanto o hábito de fumar quanto o exagero na bebida são indicadores importantes no monitoramento dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, tais como hipertensão arterial, diabetes e problemas cardíacos.
Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas