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Pasta de cocaína já é a droga mais consumida

Diário do Pará
A pasta de cocaína é a droga mais consumida no Pará. Ela é a junção da pedra de oxi adicionada a solução de bateria e barrilha (substância para limpar piscina).

A pedra de oxi é formada pelo composto de cloridrato de cocaína, querosene e bicarbonato de sódio (barrilha). Para confeccionar um cigarro, a pedra é dissolvida na solução de bateria e finalizada com a barrilha. Depois de secar está pronta para o consumo.

ROTA AQUECIDA

Só o quilo da pedra de oxi custa entre R$ 14 e R$ 16 mil. Cada quilo se transforma em dez quilos de pasta de cocaína, que custam cerca de R$ 4 mil o quilo.

Segundo o diretor da Divisão de Repressão ao Entorpecente (DRE), o delegado Hennison Jacob Azevedo, de janeiro até março, a polícia apreendeu 30 quilos de pedra de oxi. “É um número expressivo. Isso prova o aquecimento do mercado no Estado. Nesse mesmo período a PF apreendeu 65 kg”, disse.

PASTA

A pasta de cocaína foi criada na fronteira do Acre com o Peru e entrou no país no começo dos anos 90. “Naquela época a droga mais usada era a cocaína, mas sempre foi cara. Os traficantes queriam vender mais e os usuários queriam algo mais forte. Quem fumava maconha e queira algo mais forte, nem sempre podia consumir a cocaína”, explicou o delegado.

O quilo da cocaína custa em média R$ 18 mil e o da maconha R$ 200. “O engraçado é que os traficantes nem querem mais ‘trabalhar’ com a maconha. Ela é barata, pouca demanda e se ele for preso vai ter a mesma pena se traficar o oxi, com o qual se lucra mais”.

CRIMES

A unidade da droga que é vendida como “peteca de pasta” custa em média R$ 5. “É um valor barato e o usuário tem uma droga forte que vicia muito rápido e dá a ele coragem para até roubar e matar. Quase todos os crimes, desde o simples furto, estão relacionados com o tráfico. As mortes por acerto de contas estão quase sempre relacionadas a droga”, observou Hennison Azevedo.

Para o delegado só a repressão não vai combater o uso das drogas, o investimento pesado na prevenção é a solução. “As drogas como a pasta de cocaína e o craque são uma realidade na nossa sociedade, por isso no segundo semestre a Polícia Civil vai atacar na prevenção com campanhas educacionais”, concluiu o delegado.

CRACK

O nome do crack vem do barulho que a droga faz quando está sendo fumada. Uns estalos provocados pela brasa.

A pedra do crack é a mesma da pasta, o oxi. A diferença está num pequeno detalhe, o querosene é substituído pelo tiner, substância usada para diluir tinta óleo.

“Ela também tem grande aceitação em nossa região, mas nada se compara com a pasta, que já se tronou uma característica daqui. É no Sul e Sudeste que ela realmente é muito consumida”, observou o delegado Hennison Jacob.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)