Escolas se unem em ato contra as drogas

A Voz da Cidade
O aumento no número de usuários de entorpecentes na cidade motivou a união de escolas municipais e estaduais do bairro Vila Nova para a realização da 1ª Caminhada Contra a Violência e as Drogas.

Diretores e representantes das instituições de ensino em parceria com a comunidade iniciaram os preparativos para o evento que, no próximo dia 26, deve mobilizar cerca de cinco mil pessoas, conforme estimativa dos organizadores.

Além da passeata, que tem como ponto de partida o Colégio Municipal Paulo Basílio de Oliveira, a programação prevê palestras, apresentação teatral e show musical no campo do Vila Nova. O objetivo é alertar pais, alunos e comunidade dos malefícios dos entorpecentes, bem como orientá-los quanto à identificação do usuário, sugerindo como enfrentar o problema.

“O número de usuários de crack aumentou demais. Adolescentes têm trocado mantimento pela droga”, disse o coordenador da Caminhada, Gilmar Lelis, explicando o motivo da mobilização. “Nós identificamos o foco na comunidade: são adolescentes; muitos estudam e exercem certa liderança sobre os outros. Se conseguirmos trabalhar essas pessoas, a situação pode mudar”, acrescentou.

Para a diretora do Colégio Paulo Basílio, Rita de Cássia Chiesse, o problema exige a participação de toda a sociedade, mas, principalmente, da família. “Só o esporte e a família podem salvar essas crianças. O diretor não consegue entrar na casa delas, por isso, precisamos que os pais estejam atentos”, disse.

Morador do bairro e preocupado com a situação dos adolescentes, Carlos Roberto de Carvalho, presidente da Associação de Produtores Rurais, chamou a atenção para a facilidade de se obter a droga. “Hoje, está muito fácil conseguir o craque. O problema é esse. E, uma vez dependente, isso é uma coisa constante”, destacou, traçando estratégias para combater o avanço dos entorpecentes. “É preciso falar a língua deles. Não é que eles não queiram vir, mas as drogas os excluem. Pra sair do vício tem que ter opinião, ocupação”.

A orientadora pedagógica da Escola Municipal Henrique Zamith, Francisnele Cristina de Souza, chamou a atenção para a necessidade de combater o alcoolismo. “Deve-se falar do álcool porque é o começo de tudo. E os pais não tem consciência de que o álcool é um problema”, comentou.

A próxima reunião para acertar os detalhes finais está marcada para o dia 23, a partir das 9:30h. “Esse é um exemplo pra ser tomado por todos os bairros”, sugeriu a diretora Rita de Cássia.

Participaram deste primeiro encontro, ainda, Paulo César do Carmo, presidente da Associação de Folia de Reis de Barra Mansa, Tatiana Celebrim, representando a diretora Carla Chaves, do Jardim de Infância Municipal Professora Júlia Varella, e Kathia Janett de Andrade Lemos, diretora do Colégio Estadual Iracema Leite Nader.
O Colégio Municipal Paulo Basílio já sedia as atividades do projeto “Mais do que atletas” que, aos domingos, terças, quintas e sábados, oferece atividades esportivas como futebol, dança, capoeira e vôlei. Em alguns dias, chega a atender a180 crianças, segundo os coordenadores.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)