Ecstasy tem efeito danoso no cérebro e pode afetar memorização, diz estudo

Zero Hora
De acordo com a pesquisa holandesa, o volume do hipocampo entre os usuários da droga é 10% menor e o volume total da substância cinzenta do cérebro é 4,6% menor que o normal.

O ecstasy é considerado, em alguns países, a segunda droga ilegal mais utilizada, ficando atrás apenas da maconha. Porém, mais um estudo sugere que o consumo de droga é prejudicial à saúde. Uma pesquisa holandesa concluiu que o ecstasy pode alterar estruturas cerebrais em longo prazo, principalmente no quesito memorização.

Alguns voluntários consumidores da droga foram avaliados por pesquisadores, que identificaram que os usuários crônicos de ecstasy tinham o hipocampo danificado e a substância cinzenta cerebral de forma mais difusa. O hipocampo é uma das estruturas cerebrais mais importantes no processo de memorização e uma das mais precocemente envolvidas na doença de Alzheimer.

De acordo com a pesquisa, o volume do hipocampo entre os voluntários que usavam ecstasy era 10% menor e o volume total da substância cinzenta do cérebro era 4,6% menor que o normal. A média de consumo da droga entre os usuários era de três vezes por mês e não havia diferença significativa entres os dois grupos quanto ao consumo de álcool e outras drogas.

— O ecstasy é um derivado sintético da anfetamina, é estimulante e pode ser considerado alucinógeno. Dependendo da quantidade de ingestão seu efeito ocorre em aproximadamente 30 minutos — explica a farmacêutica Jeana Mara Escher de Souza.

Segundo ela, a droga pode causar dependência e outros problemas de saúde.

— Seu uso pode causar sérios problemas, como arritmias cardíacas, hipertermia e aaté levar à morte — enfatiza a profissional da saúde.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)