Cerveja em excesso pode causar câncer

Zero Hora
Péssima notícia para quem tem adoração pelas louras geladas.

Um estudo do Instituto Catalão de Oncologia, divulgado recentemente, revela que a combinação de consumo de cerveja em excesso e uma variação genética específica pode levar a um risco maior de desenvolver câncer de estômago. Embora proporcionalmente a cerveja tenha menor teor alcoólico que uma dose de uísque ou taça de vinho 5% da cerveja contra 40% do uísque e 12% do vinho a dosagem consumida dessa bebida é bem maior que a das outras.

– A cerveja é teoricamente inocente. Enquanto você consome uma dose de 140ml de vinho que tem 14% de álcool, uma taça de cerveja tem 355ml. E raramente as pessoas tomam apenas uma latinha – afirma o clínico geral do hospital Sírio Libanês Alfredo Salim Helito.

O médico alerta ainda para os outros perigos da cerveja, pois é um alimento altamente calórico, o que favorece a obesidade e a formação da gordura abdominal, perigosa para o organismo, em especial para o sistema circulatório. Além de câncer no estômago, a cerveja e o álcool também podem contribuir para o aparecimento de câncer no fígado e no esôfago.

Doenças mentais afetam adolescentes

Um artigo publicado na revista inglesa The Lancet constatou que doenças neuropsiquiátricas são a principal causa de afastamento do trabalho e do estudo na adolescência. Cerca de 45% dos casos de afastamento na faixa etária de 10 a 25 anos estão associados a problemas psíquicos – especialmente depressão, alcoolismo, esquizofrenia e transtorno bipolar.

Esta é a primeira análise científica que tenta traçar um panorama global de fatores que podem levar à invalidez na juventude. Os autores, da Organização Mundial da Saúde (OMS), utilizaram dados do Global Burden of Disease, levantamento internacional do impacto das doenças na família, na economia e na sociedade. Foi avaliado um índice chamado Daly, que mede o tempo de vida perdido por morte prematura ou doença debilitante.

As três principais causas de afastamento do estudo e do trabalho, na ordem, são: doenças psiquiátricas (45%), acidentes (12%, especialmente no trânsito) e doenças infecciosas ou parasitárias (10%). O estudo também aponta os principais fatores de risco para a saúde durante a adolescência: pela ordem, alcoolismo, sexo inseguro, deficiência de ferro e gravidez.

Comer ou não mais proteínas?

Duas pesquisas esquentam a discussão sobre incrementar ou não a oferta proteica ao cardápio. O primeiro, da Universidade Purdue, nos Estados Unidos, aponta o lado positivo dessa estratégia: a proteína, de fato, aumenta a saciedade e evita ataques à geladeira à noite. Isso porque a digestão desse nutriente é mais difícil e lenta, passando mais tempo no estômago.

No entanto, o nutriente não escapa de acusações. Outro trabalho, este da Universidade de Aberdeen, na Escócia, sugere que os fãs de menus hiperprotéicos correm maior risco de câncer no intestino. É que os mais fanáticos pelo ingrediente muitas vezes deixam de lado carboidratos e vegetais. O risco é de a dieta se tornar mais rica em gordura e fornecer menos vitaminas e minerais, abrindo espaço para diversas doenças.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)