Um lugar para recomeçar

Revista In
Clínicas de reabilitação: quando elas são necessárias e como fazer uma escolha consciente

Na luta contra o vício, um caminho é a internação dos dependentes químicos em clínicas especializadas. Definir em que casos deve-se optar por essa ou por outra medida, porém, configura-se como uma das dúvidas das famílias que enfrentam esse problema.

Para a psiquiatra e membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas Ana Cecilia Petta Roseli Marques, as clínicas de desintoxicação se mostram necessárias quando o dependente oferece risco para sua própria vida ou para a dos que convivem com ele; quando há complicações psiquiátricas; se o tratamento ambulatorial falha; e quando o paciente perde os vínculos sociais.

A especialista explica que a duração do tratamento varia de acordo com cada caso e que a clínica ideal é a que conta com uma equipe multidisciplinar e com recursos hospitalares para tratar das complicações que podem ocorrer na fase da abstinência.

Tão importante quanto a decisão de internar o dependente é a escolha da clínica de reabilitação. Assim, a decisão deve ocorrer de maneira consciente e com base em uma análise detalhada de diferentes aspectos. “Conhecer a infraestrutura, a equipe de profissionais, os modelos de tratamento e a idoneidade do local traz segurança e torna mais fácil a decisão”, orienta o diretor da Central Terapêutica (especializada no encaminhamento e tratamento de dependentes químicos) Adriano Alves.

O profissional destaca que a avaliação da clínica deve começar no primeiro contato: “O atendimento demonstra a estrutura que se apresenta no tratamento. Consultores profissionais e qualificados a dar todas as informações são indispensáveis”, ressalta.

Visitar o local pessoalmente antes da internação é essencial. Além de ver as instalações, permitirá conhecer quem cuidará do paciente. O ideal é que a clínica disponha de uma equipe contratada e que nunca sejam utilizadas os próprios pacientes para assumir cargos de responsabilidade. Além de ser aconselhável buscar informações com os profissionais responsáveis pelo tratamento.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)