ABC quer rede integrada para combater drogas

Repórter Diário
A Câmara de Mauá recebeu, nesta sexta-feira (8), seminário para debater o avanço do crack e outras drogas no ABC.

A reunião levantou a necessidade de uma rede regionalizada de serviços que tenham como foco a prevenção e o tratamento aos dependentes químicos. A ideia é obter, até o fim de agosto, diagnóstico dos 645 municípios do Estado para que projetos municipais e regionais sejam incluídos no orçamento estadual.

Donisete Braga, deputado estadual (PT) e coordenador da Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, comenta que a discussão é espécie de força tarefa para solucionar este problema. “Pretendemos obter um diagnóstico de cada município para cruzar os dados até setembro, quando estaremos debatendo o orçamento do Estado, para tentar verba para os municípios planejarem ações contra as drogas”, diz.

Ariel de Castro Alves, presidente da Fundação Criança de São Bernardo, destaca que as instituições precisam superar suas divergências e priorizar o bem estar e a vida das crianças, adolescentes e jovens. “Ainda está sendo constituída uma rede de apoio e atenção, através dos CAPS (Centros de Apoio Psico- Socais), Repúblicas Terapêuticas, Centros de Referência da Assistência Social, Planos Municipais, encaminhamento de jovens para Clínicas e Comunidades Terapêuticas, programas de abordagem em situação de rua, consultórios de rua, mas falta integração entre os órgãos, ações e também capacitação especializada em razão da complexidade do publico atendido”, dispara.

Alves comenta ainda que o aumento da população em situação de rua, inclusive de crianças e adolescentes, exploração sexual para comprar drogas, mortes e crimes envolvendo jovens, são os principais problemas do ABC. “Mapeamos 48 adolescentes ameaçados de morte, na maioria dos casos por traficantes, em razão de dívidas de drogas na região”, conta.

Ministério da Saúde se compromete

Durante reunião com a Frente Parlamentar de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, realizada na terça-feira (5), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, se comprometeu a aumentar o repasse dado ao SUS para atendimento de dependentes químicos em quase quatro vezes a partir do mês de agosto.
O Ministério da Saúde prevê lançamento de consultórios nas ruas, a instalação de residências terapêuticas para internações pelo período de seis meses até um ano, aumento das enfermarias de álcool e droga e do repasse dado ao SUS (Sistema Único de Saúde) para a diária que passará de R$ 57 para R$ 200. O ministro também assumiu compromisso de realizar audiência pública sobre o tema na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo na primeira semana de agosto.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)