Não é mito: as mulheres são mais suscetíveis aos efeitos do álcool

Donna DC
Questões afetivas induzem o consumo, segundo pesquisa do Ministério da Saúde.

A morte de Amy Winehouse, no último sábado, trouxe o tema à tona. O consumo de bebida alcoólica entre o público feminino vem crescendo a cada dia.

No Brasil, a situação não é diferente. Em 2006, cerca de 8% das mulheres entrevistadas afirmaram que tomavam algumas doses a mais. Já em 2010, mais de 10% contou que exagera no álcool. A pesquisa foi feita pelo Ministério da Saúde.

Não é só crescimento do consumo que preocupa os médicos. Os efeitos das bebidas nas mulheres são mais nocivos do que nos homens. O álcool se mistura facilmente com a água do corpo, e como elas têm menos água do que os homens, a concentração e os efeitos da bebida acabam sendo maiores.

— Estudos científicos apontam que, nas mulheres, o uso de álcool está associado ao desenvolvimento de câncer de mama, principalmente quando combinado ao uso de reposição hormonal na pós-menopausa, por exemplo. Sob o efeito de bebida, as mulheres ainda podem ficar suscetíveis a abusos sexuais e fazer sexo desprotegido — explica a psiquiatra Camila Magalhães Silveira.

Os motivos que levam homens e mulheres a beberem também são diferentes. Em estudo realizado com universitários sugeriu que as questão afetivas estão relacionadas ao consumo de bebida entre as mulheres. Elas bebem para lidar com situações estressantes ou para aliviar sintomas depressivos.

Já para o público masculino, o uso de álcool estaria associado a motivações sociais. Eles bebem em festas ou na companhia de amigos para ser aceito pelo grupo.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)