Mulheres têm mais dificuldade para deixar as drogas do que os homens

EPTV
Faltam locais para tratamentos e, os que existem, custam mais caro para elas.

O sexo feminino tem um risco maior de se tornar refém do vício das drogas. Segundo especialistas, o tratamento é mais difícil para elas, por conta da condição física e até mesmo pela falta de locais de internação específicos.

A gerente de saúde mental da Secretaria de Saúde de Araraquara, Carina Angeline, explica que, com a emancipação feminina, a mulher também começou a consumir mais drogas e bebidas. Só em Araraquara, o número de mulheres atendidas pelo Programa de Assistência a Dependentes dobrou neste semestre em comparação ao mesmo período de 2010.

Segundo Márcio Servino, presidente do Conselho Municipal Antidrogas de Araraquara, apenas 20% das clínicas podem atender as mulheres dependentes químicas. Além do baixo número de de vagas, essas clínicas são particulares e caras, por conta da maior atenção que os profissionais precisam ter com as pacientes. Ginecologistas e clínicos, por exemplo, encarecem o tratamento.

No Estado de São Paulo há apenas uma clínica pública voltada para a internação de mulheres, na Região Metropolitana. A Secretaria Estadual de Saúde e o Ministério da Justiça não têm um levantamento sobre o número de instituições particulares que oferecem tratamento, mas deve começar em três meses um estudo que vai mapear estas clínicas.

Em Ribeirão Preto, segundo dados do Caps AD (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas), no primeiro semestre de 2011 foram atendidos 1.127 pacientes, sendo 962 homens e 165 mulheres.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)