Revista sobre crack será lançada em comissão

Agência Senado
Em audiência pública marcada pela CAS para o dia 14, o diretor da Secs, Fernando Cesar Mesquita, apresentará a publicação

O presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), senador Jayme Campos (DEM-MT), e os senadores Wellington Dias (PT-PI) e Ana Amélia (PP-RS), presidente e vice-presidente da Subcomissão sobre Dependentes Químicos, coordenarão audiência pública no dia 14 em que será lançada a oitava edição da revista Em discussão!. O diretor da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secs), Fernando Cesar Mesquita, apresentará a revista aos membros da comissão.

A dependência química é um dos mais preocupantes problemas de saúde pública do ­mundo. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima em até 270 milhões os usuários de drogas ilegais, com até 263 mil mortes por ano.

O crack, introduzido no Brasil nos anos 1980, agravou essa realidade, tornando-a mais ­evidente nas cracolândias das grandes cidades. Além disso, já se sabe que o crack tem efeito mais destrutivo que outras drogas (atrás apenas do álcool e da heroína, de acordo com um estudo inglês de 2010).

Por conta disso, a CAS criou este ano uma subcomissão para lidar com a dependência química. O objetivo é formular propostas que melhorem o atendimento público às vítimas das drogas, incluindo o crack e o álcool. Os debates promovidos pelo grupo deram origem à revista.

Até o momento, as discussões, espelhadas no conteúdo da revista, apontam que o crack já pode ter atingido mais de 2 milhões de usuários no Brasil. Enquanto cresce no país o número de usuários, médicos convidados pela comissão apontaram para a desarticulação da rede pública de atendimento aos viciados.

O maior problema está na falta de leitos para internação de dependentes que precisam se desintoxicar para, então, ter chances de voltar ao convívio da sociedade. Após a reforma psiquiátrica, a partir de 2002, houve grande redução na oferta de leitos para saúde mental (área em que está incluída a dependência das drogas).

Dessa forma, ONGs, especialmente as ligadas a igrejas, estão ocupando esse espaço, oferecendo às famílias com dependentes químicos uma opção para tratamento. Porém, essas entidades não obedecem a padrões, não são fiscalizadas e, por isso, nem sequer recebem apoio público.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)