Quase 3 milhões de pedras apreendidas em 2011

Só a Polícia Rodoviária Federal tirou uma tonelada da droga de circulação até a segunda-feira
Bemparaná

A quantidade de crack apreendido pelas polícias no Paraná neste ano vai bater fácil o recorde do ano passado. Até ontem, o balanço do serviço Narcondenúncia 181 trazia 1,88 milhão de pedras retiradas de circulação no Estado. Este número já está bem próximo do que foi apreendido no ano passado todo — 1,99 milhão de pedras — a maior quantidade pega até então. Ontem, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou que, pela primeira vez, atingiu a marca de uma tonelada de crack apreendido no Paraná num único ano. Essa quantidade seria suficiente para produzir cerca de um milhão de pedras, pelo menos.

Tamanha quantidade de crack pego pelas polícias que atuam no Estado vem ao mesmo tempo em que a fiscalização nas fronteiras do Estado com o Paraguai e o Mato Grosso do Sul — principais portas de entrada para o narcotráfico — foram intensificadas. Além disso, no caso da PRF, outras estratégias foram incluídas, o que justifica o salto nas apreensões. Como comparação, no ano passado inteiro a corporação pegou 546 quilos da droga, praticamente a metade do resultado deste ano.

“A PRF dispõe de tecnologia, serviço de inteligência e integração com outras forças de segurança pública. Além disso, os policiais passam por treinamentos específicos para desenvolver a habilidade de localizar a droga, geralmente oculta em fundos falsos de veículos. O uso de cães treinados também tem ajudado os policiais a encontrar a droga nos veículos e a identificar traficantes que levam os entorpecentes junto ao corpo”, explica o chefe da Seção de Policiamento e Fiscalização da PRF no Paraná, inspetor Ricardo Schneider.

Cocaína — Outra droga que também já bateu o número apreendido do ano passado é a cocaína. Ainda conforme o balanço do Narcodenúncia, até ontem eram registrados 212 quilos da droga pegos no Estado. Em 2010 foram 162 quilos ao longo dos doze meses. Já a maconha, que chegou a mais de 65 toneladas no ano passado, tinha até ontem o registro de 20,7 toneladas, uma redução drástica.

Isso mostra que o narcotráfico pode estar deixando a maconha de lado para se concentrar em drogas façam menor volume mas rendam o mesmo ou mais que a maconha. Para compensar para os narcotraficantes, a maconha tem que chegar aos centros consumidores em grande quandidade. Já a cocaína e o crack, trazidas em pequenas porções em uma simples bolsa, pode render muito.

Artifícios — Como o tráfico muda com frequencia a maneira de contrabandear as drogas, a polícia também tem que estar atenta e mudar sua rotina. Como no caso do crack e da cocaína os veículos usados no tráfico são modificados para conter compartimentos secretos, a PRF tem usado os cães farejadores nas estradas.

Isso aconteceu na segunda-feira passada. Um Gol com placa de Belo Horizonte (MG) foi parado em uma fiscalização na região de Ubiratã (Oeste). Um dos cães mostrou à equipe da PRF os locais exatos no carro onde haviam tabletes de crack — próximo a uma das rodas, nas caixas de ar e dentro da lataria perto da porta.
Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas