Álcool em excesso prejudica a capacidade do organismo de combater infecções virais

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Consumo de quatro a cinco doses por dia desequilibra a resposta do sistema imunológico, deixando o corpo mais suscetível a doenças.

O consumo exagerado de álcool prejudica a capacidade do organismo de combater infecções virais, segundo pesquisa da Escola Médica da Universidade de Massachusetts.

Publicado no periódico Bio Med Central Immunology, o estudo afirma que o álcool altera a função antiviral e inflamatória dos monócitos, uma célula de defesa do corpo humano.

Consumido em excesso, o álcool também reduz o efeito do interferon, uma proteína que avisa o sistema imunológico quando uma infecção está em progresso, e, ao mesmo tempo, aumenta a atividade de um tipo de citocina que produz inflamações.

Apesar da inflamação ser uma reação natural do organismo às infecções, quando ela é crônica pode causar uma série de doenças, como arteriosclerose e até mesmo câncer.

Para medir o efeito do álcool nos monócitos, os pesquisadores coletaram sangue de voluntários saudáveis. As amostras foram submetidas a uma concentração de álcool equivalente ao consumo de quatro ou cinco doses por sete dias.

“A exposição prolongada ao álcool desequilibra a ativação dos monócitos e prejudica a resposta do organismo às infecções virais, como a hepatite C”, concluiu a pesquisadora Gyongyi Szabo, uma das autoras do estudo.

Saiba Mais:

MONÓCITO
É um dos vários tipos de glóbulos brancos (também chamado de leucócito) existentes. É responsável por ingerir células mortas e microorganismo infecciosos.

CITOCINA
Se as células de defesa fossem um exército, as citocinas seriam aqueles soldados com um rádio nas costas, encarregados de avisar onde os outros soldados devem ir lutar. Por isso elas são responsáveis pelas inflamações, que são a reação natural do corpo humano quando existe uma infecção, atraindo os glóbulos brancos (os soldados) para as regiões do corpo com problemas.

INTERFERON
Como o nome indica, estas proteínas interferem na reprodução dos vírus. Antes de morrer, uma célula infectada libera interferons, que avisam as células vizinhas da infecção.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)