Cigarro é mais um dos fatores que podem prejudicar a vida sexual

Itu.com.br
Homens que fumam têm 40% mais risco de sofrer de impotência.

Que fumar é prejudicial à saúde todo mundo sabe. Mas quando se fala nos danos causados pelo fumo, o que primeiro vem à mente são os males ao pulmão e ao coração. A vida sexual, no entanto, também pode sair – e muito – prejudicada. Estudos recentes relacionam o fumo até mesmo com infertilidade, tanto feminina quanto masculina.

Homens que fumam têm 40% mais risco de sofrer de impotência do que aqueles que não fumam. Isso porque as substâncias encontradas no fumo podem reduzir o fluxo de sangue nos vasos sanguíneos que percorrem o pênis. Quanto maior o número de cigarros, maior a chance do fumante ter problemas na performance sexual, o que pode se tornar irreversível.

“Ao fumar, o indivíduo está colocando dentro do seu organismo mais de 4 mil substâncias tóxicas, que vão trazer prejuízos ao corpo todo. O tabagismo é um dos fatores para a aterosclerose, que, simplificando, é o depósito de gordura dentro das artérias, dificultando a circulação. Problemas de circulação estão no topo das causas da impotência”, explica o médico Érico Delgado.

Segundo ele, é crescente o número de pessoas que buscam alternativas para obter mais qualidade de vida e um envelhecimento saudável, mas, ao mesmo tempo, alguns hábitos maléficos persistem. “Apesar do conhecimento de todo o mal que o tabagismo provoca, ainda são milhões de pessoas fumantes”, afirma. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e do Ministério da Saúde apontam que um terço da população mundial adulta – cerca de 1,3 bilhão de pessoas – fuma e, no Brasil, 18,8% da população é fumante.

“A Medicina Preventiva tem hoje várias ferramentas e orientações para atuar na prevenção ou na detecção de problemas e desequilíbrios nos estágios iniciais, mas hábitos comprovadamente de risco à saúde precisam ser abandonados”, defende o especialista. “Quem quer ter um vida saudável hoje e no futuro precisa pensar a longo prazo, mas agir desde já”, conclui o medico Érico Delgado.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)