Dependência química rompe com os vínculos familiares

Cruzeiro do Sul
O principal motivo verificado nos atendimentos é o rompimento de vínculos familiares, ocasionados em grande parte pela dependência química como o álcool e outras drogas, informa a psicóloga do Cres Pop, Fernanda Abrami Monteiro Silva.

Nos atendimentos, segundo a psicóloga, verifica-se que os jovens são mais vulneráveis ao uso de drogas como o crack, enquanto entre as pessoas mais velhas é mais comum o uso de álcool. Deste modo, pode-se supor que a possibilidade de jovens romperem com a família e acabarem em situação de rua é maior, observa ela.

Para a assistente social da Casa, Eunice Marçal Fer, o perfil do morador de rua de fato mudou. “Está cada vez mais jovem”, observa. Ela fala da dificuldade dessas pessoa no tratamento contra a dependência. Alguns têm várias internações, afirma. “A família quer a pessoa restaurada”, destaca. Se a convivência no lar está difícil, pelas ruas sabem onde conseguir o que precisam: se têm fome procuram entidades de apoio ou pedem, revela a assistente social. Eunice conta que a maior parte diz que quer mudar, mas nas ruas perdem a noção de compromissos, horários, esquecem de datas etc.

As tentativas para encaminhá-los a tratamentos e reinserção na família prosseguem, caso manifestem vontade, afirma. “Depende da vontade deles.” A psicóloga da Casa conta que as chances de reestabelecimento de vínculos familiares e comunitários, bem como de reinserção no mercado de trabalho existem. “Mas de que forma isso poderá acontecer depende de cada caso”, finaliza. (T.S.)
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)