Drogas motivam 40% das agressões em Ribeirão Preto

A Cidade
Além das substâncias ilícitas, álcool ajuda a puxar índice para cima; problema está em todas regiões

Dados do Núcleo de Prevenção de Acidentes e Violência e Promoção à Saúde indicam que 40% dos pacientes que dão entrada nas unidades de saúde de Ribeirão Preto são vítimas de usuários de drogas e álcool.

De acordo com a médica sanitarista Maria Elizabeth Monteiro, anualmente a Secretaria da Saúde, por meio do projeto, recebe cerca de duas mil notificações.
“Esse número ainda é uma parcela pequena do número real de pessoas agredidas na cidade. Geralmente, para acontecer a denúncia, a pessoa espera muito”, explica Maria Elizabeth, acreditando que o número de agredidos por dependentes químicos pode ser ainda maior.

A sanitarista explica que muitas vezes o agressor é encaminhado para uma fila de espera para conseguir atendimento nos ambulatórios ou no próprio CapsAD, mas nem sempre o atendimento é imediato, o que leva os pacientes a desistirem do tratamento.

Encaminhamentos

Maria Elizabeth explica que uma das dificuldades do núcleo ainda é sobre o local correto para encaminhar as vítimas de agressões.
“Trabalhamos com campanhas, divulgação de material informativo, palestras, mas ainda há médicos e enfermeiras que não sabem para onde encaminhar um paciente que chega na unidade vítima de algum tipo de violência”, explica.

Segundo ela, uma ficha é preenchida nas unidades de saúde e os casos de violência também são comunicados pela Delegacia da Mulher e do Idoso. “A maioria das vítimas de agressões são mulheres. Mas esse dado é resultado de um maior número de notificações que a DDM nos passa”.
A sanitarista explica ainda que a violência está em todos os cantos da cidade. “Temos casos notificados da zona norte a sul”, explica a médica.

Idosos também apanham

A violência contra idosos corresponde a 10% dos casos notificados e de crianças a 6%. “Hoje a equipe do Núcleo está melhor preparada para encaminhar essas vítimas, se vai para o conselho tutelar, se vai para a coordenadoria da mulher ou do idoso, onde essas pessoas recebem um suporte psicológico e jurídico”, diz Maria Elisabeth.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)