Santos terá projeto para usuários de drogas até o final do ano

A Tribuna – Baixada Santista
O crack e os problemas que a droga causa nos municípios brasileiros também desafiam as cidades da Baixada Santista, que preparam novas estruturas públicas para o enfrentamento da crescente demanda de reféns da droga.

Nas nove cidades que dispõem de aparelhamento público de acolhimento a dependentes químicos, cerca de 3 mil novos casos foram identificados este ano.

É uma média de 50 por mês, sendo cerca de 30% de usuários do crack, Santos, com 497 novos casos registrados este ano, sendo 162 de viciados em crack, criará até o final do ano o projeto Caminhos da Vida, similar ao Consultório de Rua que será implantado na cidade de São Paulo, anunciado sábado pelo ministro da Saúde,

lexandre Padilha, como parte do plano do Governo Federal de enfrentamento ao crack e outras drogas. O projeto pretende sensibilizar usuários do crack a deixarem as ruas e buscarem tratamento. Está implantado desde 2010 em cidades como São Bernardo, Osasco, Goiânia e Brasília. Ao todo 80 equipamentos funcionam no País.

De acordo com a coordenadora de Saúde Mental da Secretaria de Saúde de Santos, Dorian Roja , responsável pelo projeto, equipes compostas por médicos, enfermeiros e psicólogos farão parte da iniciativa e já estão sendo capacitadas. “Estamos mapeando os locais em que os consultórios atuarão. Não se trata de higienização. As equipes vão se aproximar dos usuários do crack e, a partir de um trabalho visando o bem-estar da pessoa, terão autonomia pra identificar se o dependente precisa ou não de internação, direcionando- opara a rede”.

Além do consultório de rua, Santos mantém projeto de construção do segundo Centro de Atenção Psicossocial (Caps ad), também do Governo Federal. O novo equipamento deverá ser instalado na Zona Noroeste, por conta de demanda. O equipamento funcionará 24h, com estrutura para internação.

Dificuldade é grande

Além de Santos, as outras cidades da Baixada também são vítimas da epidemia do crack e outras drogas. Elas se viram como podem para atender os dependentes.

Algumas estão aparelhadas com Caps, estruturados para o atendimento de dependentes químicos. Outras contam com
a ajuda de entidades especializadas no atendimento a usuários e familiares para receber o crescente número de dependentes do crack.

Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde, possuem estruturas para o atendimento de dependentes químicos os municípios de Guarujá e São Vicente, além de Santos. Nas demais cidades, o atendimento é realizado por órgãos municipais similaresao Caps.

Em Guarujá, o Caps ad registrou crescimento de 30% no número de novos casos de usuários que procuram atendimento por conta do crack. De acordo com coordenadora de Saúde Mental, Iara Bega de Paiva, o Município se estrutura para receber um novo Caps com funcionamento 24 horas.

“Esse projeto está em fase de execução e será muito importante para o trabalho terapêutico que desenvolvemos. Ele está em fase de discussão e execução”.

Em São Vicente, a coordenadora do Caps, Maria Regina Ramos Borges, informa que a Cidade amplia o acesso à capacitação de pessoas que atuam no acolhimentodos dependentes. “Muitos pacientes que chegam são usuários de múltiplas drogas, mas existe um percentual alto de usuários do crack, assim como de álcool.

Dessa forma, a equipe precisa estarpreparada”. Cubatão, Mongaguá, Praia Grande e Itanhaém, Bertiogae Peruíbeestão se organizando para a implantação de Capsad. As cidades utilizam-se hoje de estruturas próprias e parcerias com entidades, Todas registram aumento no número de usuários do crack.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)