Tabaco e álcool têm relação direta com o surgimento de novos casos de câncer

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No início do século, a expectativa média de vida no Brasil girava em torno dos 33 anos. Hoje, segundo alerta o oncologista Marcos Davi, esse índice chega aos 73 anos.

“Hoje, o brasileiro vive mais. O problema é que vive mau”, analisa o coordenador do Serviço de Radioterapia da Santa Casa de Maceió, lembrando o caso do ex-presidente Lula, que recentemente foi diagnosticado com câncer de laringe após décadas de consumo de bebidas alcoólicas e de tabaco.

A vida moderna, o sedentarismo, o consumo intenso de gordura animal e de açúcar, além da fatal conjugação bebida alcoólica e fumo são os principais riscos enfrentados pela sociedade. Esses fatores de risco, aliados ao envelhecimento da população, disseminam as doenças crônico-degenerativas, entre elas o câncer.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o câncer é o problema que mais preocupa os médicos, já que em 2015 ele será a principal causa de morte por doença no mundo, superando as doenças cardiovasculares.

Em 2011 devem ser diagnosticados 12 milhões de casos novos de câncer em todo o mundo, dos quais 500 mil casos somente no Brasil e entre 3,,5 mil e 4 mil em Alagoas.

“Se nada for feito, se as pessoas não mudarem seus hábitos de vida, em 2020 o mundo deverá estar pronto para tratar 20 milhões de pacientes com câncer, ou seja, quase o dobro”, alerta Marcos Davi no Dia Nacional de Combate ao Câncer celebrado neste domingo.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)