Carnaval mobiliza conscientização contra drogas e AIDS

O Regional online
O carnaval está ai e muitos foliões se preparam para aproveitar os quatro dias de diversão.

Neste ano, o principal foco da campanha do Ministério da Saúde são os jovens de 15 a 24 anos, gays e heterossexuais. O conceito é: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rolar sem camisinha. Tenha sempre a sua”.

Para fazer valer a campanha, uma equipe de profissionais do Programa DST/Aids estará presente todas as noites na avenida do samba, incentivando o uso de preservativo para o enfrentamento de DSTs, Aids e hepatites virais. Dentre as ações, haverá distribuição gratuita de preservativos.

Nos clubes, e outros locais onde serão realizados bailes e festas de Carnaval, a população também terá acesso aos insumos de prevenção. Ao todo, serão disponibilizados material informativo, leques e cerca de 70 mil preservativos.

“Este é o momento oportuno para chamar a atenção da população para a importância do sexo seguro. Buscamos difundir informações sobre os meios de prevenção e estimular o uso de preservativos durante a grande festa popular, que é o carnaval brasileiro”, diz a SMS.

O trabalho do Programa DST/Aids também focará a sensibilização, nas unidades de saúde, para a promoção do diagnóstico e conscientização da necessidade de se fazer o teste de Aids, sífilis e hepatites. “Vamos intensificar a ação aos trabalhadores do pátio de serviços da Prefeitura, nas unidades de saúde e empresas”, informa.

A 19ª Semana de Combate ao Álcool e Outras Drogas, realizada pela equipe de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), teve início na segunda (13) e vai até sexta-feira, nas unidades de saúde da família.

A abordagem desta semana vai ao encontro do Carnaval, aliando prevenção e conscientização de jovens para o uso de drogas. Durante o período festivo, aumenta a vulnerabilidade das pessoas e a equipe aproveita para fazer a orientação.

Com o tema “Cuidem-se no Carnaval: Uma questão de escolha”, os serviços de Psicologia dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasfs) realizam o enfrentamento à doença, junto às famílias e grupos vulneráveis.

“O Brasil inteiro comemora essa festa e não se pode negar que o evento se tornou um meio de extravasar desejos, infelizmente encarados com muita naturalidade pela sociedade, especialmente quando se fala em bebida alcoólica”, diz a coordenadora de Saúde Mental da SMS, Marina Hernandes Ferreira.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)