Álcool é o grande vilão para o aumento dos casos de violência gratuita

Jornal Noroeste
Responsável por mortes que colocam o Brasil à frente nas estatísticas do vício, o alcoolismo decorre do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que estimulam comportamentos agressivos.

Os jovens estão se embriagando cada vez mais cedo. Em muitos casos, o hábito do consumo pelos pais leva-os a seguir o mesmo caminho no futuro. “A criança observa todas as situações de prazer vinculadas ao álcool. Não é possível mensurar o quanto estimula a curiosidade quando vêem pessoas bebendo ao seu redor”, esclarece a Dra. Patricia Bader, psicóloga e coordenadora do serviço de psicologia do Hospital São Luiz.

O fácil acesso, problemas familiares e dificuldade em tolerar frustrações são fatores que contribuem para o excesso das substâncias etílicas e instiga a prática de atitudes incoerentes. “Violência gratuita existe há muito tempo, mas a ligação com o álcool está crescendo. Em muitas situações, a bebida é um estimulante para atos irresponsáveis, pois provoca o rebaixamento na crítica do sujeito, uma vez que a personalidade da pessoa fica comprometida”, completa. No caso dos adultos, a timidez e problemas nas relações amorosas e na carreira profissional são as principais causas da embriaguez, que além disso, traz sérios problemas a saúde. “Dificuldade na expressão, no aprendizado, no raciocínio lógico e na memória, alterações de humor, de apetite e do libido são alguns dos distúrbios”, prossegue a psicóloga, enfatizando que o uso em excesso resulta em agressividade.

Importância de profissionais e da família – Em muitos casos, estes sintomas são confundidos com outros quadros patológicos, como depressão e ansiedade. “Os profissionais da saúde devem estar atentos a estas mudanças de comportamento e descobrir se existe relação com algum tipo de substância. Esta análise é fundamental para o tratamento ser conduzido de forma correta”, salienta.

Para os pais, a psicóloga alerta sobre a importância de conversar e explicar os riscos e consequências, pois é “obrigação, desde sempre, acompanhar o cotidiano dos filhos, o círculo de amizades e auxiliá-los. Ter uma amizade e hábitos saudáveis evita situações mais sérias”.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)