Palestras sobre drogas devem ser diferenciadas

O Nacional
É cada vez mais comum celebridades – a maioria dependentes em abstinência – entrarem na onda antidrogas, fazendo palestras de sensibilização em comunidades, igrejas, empresas.

O trabalho é extremamente positivo e pode realmente sensibilizar as pessoas contra o uso abusivo de álcool e outras drogas. No entanto, a orientação mais técnica de um profissional da área pode tornar os resultados mais efetivos. O alerta é do psicólogo Dionísio Banaszewski, que trabalha na orientação e tratamento contra as drogas há mais de vinte anos.

O especialista argumenta que cada tipo de público deve receber uma atenção especial. Uma palestra em uma escola, por exemplo, não deve abordar diretamente as experiências de uso de um dependente. Nesses casos, a abordagem deve ser mais didática, falando dos riscos de cada droga, com uma linguagem solta, jovial e realista. Já com os familiares de dependentes, o ideal é uma abordagem mais fundamentada em experiências e com formas de encaminhamentos para tratamento adequado. Em igrejas, o cuidado especial deve ser com a linguagem: deve se alertar para os riscos, mas evitar uma linguagem dogmática.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)