Álcool prejudica a memória

Jornal Brasil
É comum em nossa sociedade o consumo de substâncias etílicas em festas e confraternizações, porém, em alguns casos, o uso abusivo pode gerar atitudes desagradáveis e constrangedoras.

Após a bebedeira, alguns sintomas e consequências são incontroláveis, por exemplo, a amnésia alcoólica. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, OMS, o Brasil ocupa o quarto lugar no ranking de países da América que mais consomem álcool.

Pesquisa feita pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, revela que as jovens entre 10 e 18 anos lideram o ranking dos consumidores de álcool. Para estas jovens, o consumo excessivo passa de estimulante a sedativo. “Provoca uma alteração química no organismo. Em alguns casos, há uma leve sedação, que resulta em estados de alegria e relaxamento. A memória fica temporariamente prejudicada e pode gerar blackouts ou deixar a pessoa fora do ar”, afirma Rita Calegari, psicóloga do Hospital São Camilo.

Nos jovens, além de poder prejudicar no rendimento escolar e convívio social, a amnésia causada pelo álcool pode danificar a memória remota e a recente e também, causar problemas neurológicos, ocasionando sequelas. Quando misturado com outras drogas, a reação no organismo é inesperada. Esta combinação pode potencializar ou desenvolver novos efeitos.

Alguns distúrbios e transtornos podem ser consequências da amnésia como crises de ansiedade, mudanças de comportamentos e perda do controle emocional. Após a ingestão do álcool, reações como desarranjos intestinais, vômitos, desidratação, coma alcoólico e desgaste do aparelho digestivo, são estragos que a substância pode causar.

Este tipo de perda de memória pode resultar em sentimentos de culpa e envergonhamento. “Quando a pessoa abusa do álcool, ela pode se sentir arrependida, vai ficar sabendo de coisas que ela fez e não se lembra. Por exemplo, em festas de empresas e família, a pessoa alcoolizada não coloca só em risco sua integridade física e sim, seus valores morais em relação a respeito e comportamento”, conclui a psicóloga.

Perda da consciência e esquecimento temporário

A amnésia alcoólica pode ocorrer sem a perda da consciência e mexer diretamente com o sistema nervoso central. “É possível manter uma conversa ou executar outros atos normalmente, mas, após ficar sóbrio, não terá memória e lembranças do fato ocorrido”, alerta a especialista.

Alguns fatores contribuem para esta perda de memória como fome e cansaço. “O organismo fica sem defesa e mais vulnerável aos efeitos do álcool”, diz a psicóloga, enfatizando que consumir estas substâncias em jejum aumenta a chance de esquecimento temporário. “A absorção é mais rápida e o estrago é maior”, conclui.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)