Novas medidas preocupam setor fumageiro

Gaz
Aproximação de encontro da OMS para discutir novas restrições ao tabaco deixa representantes de entidades apreensivos.

Os consumidores das marcas de cigarros com preços mais baratos passaram nesta semana a desembolsar cerca de 30% a mais na hora de comprar o produto. O preço mínimo de R$ 3,00 pelo maço entrou em vigor no dia 1º. A medida, que já faz os comerciantes projetarem uma redução nas vendas, também preocupa o setor fumageiro. A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco divulgou ontem uma carta de alerta aos municípios produtores de fumo sobre os possíveis impactos econômicos, caso novas restrições sejam implantadas no País.

Proprietário de um minimercado no Bairro Senai, em Santa Cruz do Sul, Edson da Silva afirma que até agora a elevação do preço não afastou os clientes, mas acredita que a mudança nos valores deve impactar de forma geral nas vendas. “As pessoas que estavam acostumadas com essas marcas continuam comprando. Mas creio que com o tempo vai ter queda, sim”, afirma. As marcas de cigarros que passaram para o preço mínimo representam cerca de 30% da venda total do produto no estabelecimento. Em média, os maços custavam R$ 2,25 – R$ 0,75 a menos em relação ao preço fixado.

Quem está acostumado com outras marcas de cigarro, com preços superiores, também está pagando mais caro. A Souza Cruz já elevou o preço dos produtos em 24%. Segundo a empresa, o aumento foi motivado pelo reajuste em 41% da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). “As pessoas passaram a preferir cigarros mais baratos”, afirma a comerciante Claudia da Silva.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)