Terceira reportagem sobre o crack mostra dificuldades do tratamento

G1
Dependentes químicos esbarram na falta de estrutura. Faltam clínicas especializadas e profissionais para o atendimento.

Na última reportagem da série sobre o crack, exibida nesta sexta-feira (18), a abordagem é a falta de estrutura para o tratamento do vício. Os repórteres Ismar Madeira e Saulo Luiz mostraram as dificuldades para conseguir se livrar da droga. Em Minas Gerais, faltam clínicas especializadas, estrutura e profissionais para o atendimento ao dependente.

Uma mãe, que mora em Belo Horizonte, precisava deixar a filha trancada em casa, para afastá-la do crack. Em dez anos de dependência química, foram setenta internações.

Em Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, um pai enfrenta uma situação parecida. Ele não consegue fazer com que o filho deixe o crack. O adolescente já foi internado uma vez em uma clínica ligada a uma igreja, mas não permaneceu.

No Brasil, o tipo de tratamento sem o consentimento do paciente é o último recurso considerado pelos governos. O atendimento aos dependentes químicos está incluindo na Política de Saúde Mental, que evita a hospitalização.

Em Minas, o governo tem convênio com 30 instituições, nenhuma para internação compulsória, que é a internação determinada pela Justiça.

O subsecretário estadual de Política Antidrogas, Clóvis Benevides, reconhece o problema e aponta possíveis soluções. “Primeiro é preciso reconhecer que o atendimento da demanda não é ainda do nível da necessidade”, afirmou o subsecretário que demonstrou que o governo de Minas Gerais está trabalhando para solucionar a situação. “Este ano nós estamos ampliando as nossas ações com o programa ‘Rua Livre’ que vai reiniciar o acolhimento nos territórios, nas cracolândias”, finalizou.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)