Capital terá campanha contra alcoolismo no trânsito

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O GGIT (Gabinete de Gestão Integrada de Trânsito) vai lançar no início do segundo semestre uma campanha educativa que terá como foco a redução de acidentes causados por motoristas e condutores alcoolizados ou em excesso de velocidade.

Com recursos do Ministério da Saúde, a campanha incluirá além de outdoors, busdoors, vídeos na tv, spots nas rádios, a distribuição de materiais como três mil copos de tereré e 30 mil revistas de palavras cruzadas com a temática de segurança no trânsito, direcionadas para os alunos do ensino fundamental. Em média, são feitas 150 autuações por mês de motoristas flagrados dirigindo depois de ingerirem bebidas alcoólicas.

Segundo a gerente técnica do Núcleo de Prevenção de Acidentes e Violência da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Sueli Nogueira, com distribuição de brindes como os copos de tereré, que trará inscrições com os principais fatores de risco de dirigir alcoolizado, o que se pretende é sensibilizar os condutores, além de estimulá-los a consumir bebidas saudáveis como água e tereré. Ela explica que se optou por este material de sensibilização dos motoristas porque, na maioria das vezes, os folderes distribuídos nas blitze educativas são jogados fora. “O tereré faz parte da nossa cultura, nada melhor do que usá-lo com este propósito educativo”.

Para a chefe da Divisão de Educação para o Trânsito da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Ivanise Rota, as blitze educativas com a distribuição destes brindes serão uma forma de remeter a segurança no trânsito ao dia a dia das pessoas que usarão os materiais no seu cotidiano. A campanha vai abranger toda a população campo-grandense, desde os pedestres e ciclistas até os motoristas e motociclistas.

O programa Vida no Trânsito foi desenvolvido pelo Ministério da Saúde e Campo Grande foi uma das quatro cidades do país selecionadas para integrar o projeto, juntamente com Teresina (PI), Palmas (TO), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR). Desde que as estratégias começaram a ser desenvolvidas na Capital, houve redução do número de mortes. Em 2010, foram 230 óbitos contra 228 em 2011. “Mesmo com o aumento da frota e com o crescimento da cidade, conseguimos não só controlar o número de mortes, mas também reduzi-las”, comemora Sueli Nogueira.

Fazem parte do GGIT, entre outros órgãos, a Agetran (Agência Municipal de Trânsito), a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), a Semed (Secretaria Municipal de Educação), a Ciptran (Companhia Independente de Trânsito da Polícia Militar), a PRF (Policia Rodoviária Federal), o Ministério Público Estadual e o Corpo de Bombeiros.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)