Técnicos são capacitados para orientar estudantes a evitar uso do tabaco

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Para orientar adolescentes e jovens alagoanos a evitar o uso do tabaco, profissionais do Instituto Nacional do Câncer (Inca) estão capacitando técnicos do Programa Saber Saúde.

O treinamento, que teve início nesta terça-feira (19), no Hotel Plaza Mar, em Maceió, está sendo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), e será concluído nesta quarta-feira (20).

Durante dois dias, os técnicos estão aprendendo a abordar os adolescentes, além de terem acesso a técnicas adequadas para orientá-los sobre os males que o uso do tabaco causa à saúde. Para isso, os profissionais do Inca estão repassando dicas que mostram como deve ser a linguagem utilizada pelos técnicos do Saber Saúde, já que cada região possui a sua especificidade e, por isso, existe a necessidade de utilizar uma linguagem específica.

Com esta ação, a Sesau espera reduzir o número de alagoanos que começam a fumar ainda na adolescência. Isso porque, estudo do Inca mostra que, 50% daqueles que experimentam o tabaco na adolescência, tornam-se fumantes na vida adulta e têm grande resistência a parar de fumar.

“Por isso, temos que sensibilizar as crianças, adolescentes e jovens, levando-as a entender os malefícios do cigarro. Em contrapartida, eles irão se comportar como agentes multiplicadores, disseminando as informações que mostram o risco de morte para àqueles que fumam”, ressaltou a coordenadora estadual do Programa de Controle do Tabaco.

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No primeiro dia do curso, a técnica do Inca, Andréia Cardoso, ressaltou os avanços obtidos pela Convenção Quadro para Controle do Tabaco, onde diversos países traçam estratégias para frear o uso do cigarro. Entre as medidas relacionadas, estão a taxação do preço do cigarro e a obrigatoriedade do uso de imagens que mostram pacientes debilitados em consequência de doenças causadas pelo tabaco.

Andreia Cardoso ressaltou, ainda, a Lei Federal que proíbe a venda de cigarros para menores de idade, evidenciando que estão sendo apoiadas atividades economicamente ativas para substituir o plantio do tabaco. “Os educadores devem informar que fumar não oferece status, não insere ninguém num alto patamar da sociedade e ainda causa doenças que podem levar à morte, a exemplo do câncer de pulmão”, evidenciou, ao frisar que as informações devem ser disseminadas de maneira lúdica.

Ela relembrou dados divulgados pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que 13% dos alagoanos são fumantes. Ainda segundo a técnica do INCA, durante cinco anos o governo do Estado gastou R$ 124 milhões para tratar vítimas do tabaco, porque o tabagismo pode provocar até 50 doenças.

É bom saber

Segundo a organização Mundial de Saúde (OMS), a fumaça de um cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo arsênio, amônia, monóxido de carbono, que sai do escapamento dos carros, além de substâncias cancerígenas, corantes e agrotóxicos. No caso dos agricultores que plantam fumo, eles são vítimas das doenças causadas pelos pesticidas e, devido ao manuseio da folha do tabaco, acabam desenvolvendo a doença da folha verde do tabaco.

No Brasil, em dezembro de 2011, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a nova Lei do Fumo, que estabelece um preço mínimo de venda de cigarro no varejo e aumenta a carga tributária sobre o produto. Ela também proíbe o fumo em locais fechados, os chamados fumódromos, e a propaganda nos pontos de venda.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)