Observatório para melhorar atendimento a dependentes químicos começa a funcionar até agosto no Rio

R7
Trabalho vai sistematizar os dados referentes ao consumo de drogas.

Com objetivo de melhorar o serviço de atendimento e acompanhamento dos dependentes químicos no Estado do Rio de Janeiro, começará a funcionar até o próximo mês de agosto, na capital fluminense, o Observatório Estadual de Gestão e Dados sobre Drogas, disse o presidente do Conselho Estadual de Política sobre Drogas do Rio, Leonardo Pecoraro.

O trabalho será feito em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro. O observatório, entre outras ações, vai sistematizar os dados referentes ao consumo de drogas no Estado e sobre a qualidade da rede de serviços de atendimento a dependentes químicos, que foi ampliada este ano para seis unidades regionais, elevando o número de vagas de 180 para 290.

Ele também continuará com o serviço de coleta de dados sobre as condições de vida dos usuários de drogas para proposição de novas metodologias de intervenção e assistência.

— Não se vai interromper o serviço que já existe. Os usuários e as famílias que hoje são atendidos vão continuar sendo atendidos da mesma maneira. A gente vai ter noção de como está a questão do consumo em todo o estado, para ter uma leitura panorâmica do consumo, das variáveis sociais, das implicações, dos agravos e da qualidade dessa rede no Estado.

De posse dos dados, e a partir da produção de metodologias de intervenção, o observatório vai trabalhar na capacitação das equipes dos seis centros regionais, além da qualificação de profissionais de serviços municipais que atuam com dependentes químicos.

Não existe ainda, segundo o presidente do conselho, um lugar que congregue todos os dados sobre usuários de drogas no Estado.

— O que ocorre é que os sistemas de vigilância e informação acabam sempre trabalhando com dados de subnotificação. A gente trabalha com dados de usuários que procuram o serviço [de atendimento]. Mas são dados que precisam de monitoramento.

Por causa disso, segundo Pecoraro, a partir de agora, os serviços vão passar a ir até os usuários, gerando dados que serão de grande valia para o trabalho de prevenção e combate às drogas.

Ele, que também é assessor de Políticas sobre Drogas da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, disse que o Conselho Estadual de Política sobre Drogas está trabalhando também em propostas encaminhadas pelos fóruns sobre drogas, ocorridos em 2010 e 2011, no sentido de elaborar um texto que crie as diretrizes de uma política sobre o tema no Estado.

— Uma proposta que seja pautada não em uma política de gabinete, que saiu da cabeça de alguém, mas que tenha de fato um fundamento. Propostas vindas de uma realidade que é verificada nos serviços [de atendimento].

Na próxima reunião do conselho, programada para julho próximo, Pecoraro acredita que já se terá um esboço do trabalho e um cronograma para conclusão da política estadual.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)