Tabagismo aumenta risco de leucemia e linfoma entre mulheres, indica pesquisa

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Segundo estudo britânico, fumar está relacionado a outros tipos da doença além de cânceres de pulmão, boca, pâncreas e outros já conhecidos.

Um estudo feito com mais de um milhão de mulheres mostrou que o cigarro, além do câncer de pulmão ou de boca, também pode aumentar de maneira significativa o risco de outros tipos da doença, como os relacionados ao sistema linfático. Segundo os pesquisadores, que são da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, fumar 20 cigarros por dia, por exemplo, pode dobrar as chances de mulheres desenvolverem o linfoma de Hodgkin. Essas conclusões foram publicadas nesta quinta-feira no periódico British Journal of Cancer.

Os autores do trabalho acompanharam, durante dez anos, 1,3 milhão de mulheres adultas que estavam inscritas no Estudo Britânico sobre Câncer. A leucemia foi uma das doenças que mostrou ter relação com o tabagismo. Ao longo do estudo, 9.000 participantes desenvolveram a condição: oito em cada 1.000 pacientes que fumava foram acometidas pela doença, ao passo que, entre as não fumantes, essa incidência foi de seis em 1.000 mulheres.

De acordo com o artigo, esses resultados acrescentam dados a evidências já existentes sobre a associação entre o cigarro e o linfoma de Hodgkin, mas sugerem uma nova relação entre o tabagismo e a leucemia. “Nosso estudo destaca mais uma vez como o cigarro é prejudicial à saúde, podendo acarretar muitos tipos de câncer que não só o de pulmão, além de outros problemas de saúde, como doenças cardiovasculares. Porém, muitas pessoas não estão cientes desses efeitos”, diz Valerie Beral, uma das autoras da pesquisa.

Desconhecimento — Um estudo recente, desenvolvido pelo Estudo Britânico sobre Câncer, mostrou que, na Grã-Bretanha, enquanto a maioria dos fumantes está ciente sobre a relação entre cigarro e um maior risco de câncer de pulmão, boca e garganta, são poucos aqueles que sabem que o tabagismo também está associado aos cânceres de fígado, intestino, bexiga e pâncreas.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)