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Programa de reabilitação para servidor dependente químico colhe bons resultados

Imprensa Livre
O trabalho de recuperação do funcionário público dependente químico em São Sebastião tem surtido efeitos positivos.

Realizado pela Secretaria de Saúde, através da Unidade de Saúde Ocupacional (USO), o Programa de Recuperação, Orientação e Valorização do Empregado (Prove) tem conseguido reduzir consideravelmente as consequências causadas pelo problema.

Iniciada há mais de dez anos, a ação desenvolve um trabalho intenso que visa o tratamento médico e psicológico do paciente reintegrando-o ao ambiente de trabalho e à vida social e familiar tendo como responsáveis a assistente social Marinalva Ferreira, o médico Ivan de Oliveira e a psicóloga Adriana Ferreira.

A criação do programa se deu pela observação no número elevado de faltas sem justificativa, afastamentos relacionados ao problema e distúrbios diversos em exames periódicos. Aliado com outros índices, o problema levou à formação de uma equipe especializada para criar ações que pudessem tratar a dependência química e trazer o funcionário de volta a uma vida normal e produtiva.

Hoje o atendimento intensivo conta com médicos, psicólogos, enfermeiros e assistentes sociais que desenvolve atividades especiais, voltadas ao tratamento clínico e psicológico.

O trabalho destes profissionais tem como objetivo tratar três aspectos: o ser ‘social’, o ser ‘humano’ e o ser ‘servidor público’.

O resultado reflete no índice de recuperação, que cresce consideravelmente, devolvendo à família e à sociedade, trabalhadores produtivos e com autoestima reativada.

Além do atendimento clínico, o Prove realiza reuniões terapêuticas e de discussões sociais semanalmente, tanto na região central da cidade como também na Costa Sul do município.

Através dos anos, houve uma queda significativa nos níveis de absenteísmo, ou seja, falta no trabalho em função das drogas. O número de processos administrativos, relativos a vários casos ligados ao problema do vício, diminuiu consideravelmente, assim como o número de acidentes de trabalho.

Outro grande benefício promovido pelo programa, é o encaminhamento dos pacientes para tratamentos terapêuticos específicos de problemas de saúde derivados da dependência química, como hipertensão, diabetes, neuropatias, cardiopatias, etc. “Todos os tratamentos realizados juntos e num mesmo ambiente onde a equipe conhece e cuida de cada caso, tem um índice de sucesso muito bom: leva o funcionário público não somente de volta ao trabalho e à vida social, como também lhe proporciona saúde e qualidade de vida”, disse o psicólogo Ubirajara Nascimento, articulador de Saúde Mental de São Sebastião e coordenador do Caps I.

De acordo com ele, basicamente o dependente químico chega ao Prove por três portas: detecção, através de exames periódicos, perícias de afastamento, encaminhamentos de chefias e apresentação espontânea. “O maior problema detectado está relacionado ao álcool. De acordo com a diretoria Regional de Saúde de Taubaté (DRS 17), os índices de dependentes químicos no Vale Paraíba e Litoral Norte atingem 17% da população, sendo 12% por consumo de álcool e 5% pelo consumo de outras drogas”, explicou Nascimento.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)