Pontos de vendas de drogas estão em 66% dos bairros de Praia Grande

A Tribuna
O consumo de drogas ilícitas nas ruas é algo que pode ser verificado em 95,84% dos bairros de Praia Grande.

O consumo de drogas ilícitas nas ruas é algo que pode ser verificado em 95,84% dos bairros de Praia Grande. O alto índice está entre as principais ocorrências de desordem observadas por guardas municipais da Cidade. Ainda segundo os agentes de segurança, em 66,67% desses locais há pontos de venda de entorpecentes. Esses dados fazem parte do Relatório Desordem Física e Social, que integra o Diagnostico da Violência Criminal em Praia Grande. O levantamento, realizado pela Prefeitura, foi divulgado pelo Instituto de Pesquisa, Ensino e Consultoria Técnica em Segurança Pública Municipal (Ipecs), contratado pela Administração para coordenar o trabalho.

Os guardas municipais responderam a um questionário durante a realização da pesquisa Diagnóstico da Violência Criminal de Praia Grande, feita em março e abril deste ano. Durante o levantamento, também foram ouvidos 427 moradores do Município.

O relatório final deverá estar concluído dentro de duas semanas, conforme o comandante da Guarda Civil Municipal (GCM), Marco Alves dos Santos. Esse também é o prazo para que seja finalizado o Plano Municipal de Segurança, que ajudará a nortear as ações da Administração nessa e em outras áreas, como Obras, Serviços Urbanos, Esportes e Promoção Social.

Conforme responderam os guardas civis municipais sobre “principais ocorrências de desordem observadas”, dos 24 bairros que fizeram parte do levantamento, em 18 deles (75%) são verificados o consumo de álcool nas ruas.

A situação mais grave está relacionada às drogas: segundo os guardas civis da Cidade, em 23 bairros (95,84% do total) ocorrem consumo de substâncias ilícitas nas ruas e em 16 deles (ou 66,67%) há pontos de venda de entorpecentes.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, em 2011 foram registrados 239 casos de tráfico de entorpecentes em Praia Grande. Este ano, até junho, foram 208 – o que representa 87% de todo ano passado.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)