Novas técnicas podem ajudar você a deixar o vício

Terra
Fumar é prejudicial à saúde, à pele, aos cabelos, ao sorriso e a todos os que convivem com o fumante. Mesmo sabendo de tudo isso, parar não é tarefa fácil.

Para de fumar exige mais do que determinação e paciência. Buscar tratamentos e ajuda profissional pode ser uma saída. O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado nesta quarta (29) pode ser um bom propósito para largar o vício de vez.

Uma das novas opções é a aplicação de laser em pontos de acupuntura, que atuam no controle da ânsia pelo cigarro e da vontade química de fumar, promovendo sensação de bem-estar, relaxamento e prazer. A técnica surgiu no Canadá, associando a tecnologia do raio laser com a milenar medicina tradicional chinesa. Durante 90 dias são feitas aplicações específicas de acordo com as queixas do fumante em abstinência. O número de sessões depende de cada pessoa e o índice de sucesso chega a 80%, mas a terapeuta enfatiza que não existe milagre. “A atitude positiva quanto à decisão de parar de fumar é que determina o resultado. Algumas pessoas chegam para o tratamento com desconfianças, mas percebem os benefícios e as facilidades que a aplicação oferece e, consequentemente, param de fumar. Outras chegam aparentemente decididas, mas não seguem as orientações, cultivam saudade do cigarro, se apegam ao “amigo”, ao “prazer fácil”, se autossabotam e acabam desistindo do objetivo. Já atendemos pessoas que fumaram durante mais de 60 anos, uma quantidade enorme de cigarros por dia e, mesmo assim, tiveram sucesso ao parar”, afirma a terapeuta Mahrília Conde Albite Silva, da Action Laser.

Ela explica que a aplicação do laser atua diretamente nos hormônios do bem estar, amenizando efeitos comuns em pessoas que estão parando de fumar, como ganho de peso, nervosismo, estresse, entre outros. Mas o tratamento, sozinho, não funciona. “É importante a atitude de abrir mão do cigarro. Algumas pessoas, quando vêm a possibilidade mais tranquila de parar, chegam a cogitar que “se é tão fácil assim, vou fumar mais um pouquinho e depois eu paro”. Esse adiamento pode sair caro para o fumante, que acaba deixando para parar apenas quando já está sofrendo sérios riscos à saúde e à vida”, afirma.

Outro ponto importante é a possibilidade de haver recaídas, que existe em todos os casos. “A maioria quer largar o vício e continuar com dois ou três cigarros por prazer. Mas não existe meio termo, ou fuma ou para. A pessoa que decide parar de fumar deve aceitar que é um dependente da nicotina. Ele se tornará um fumante em abstinência. Porém, se achar que após 10 anos sem fumar ele pode fumar “um só”, ele terá uma recaída, voltando a fumar tudo novamente. Uma vez fumante, sempre fumante, da mesma forma que acontece com outras drogas”, finaliza a terapeuta.

De acordo com a médica Daniela Faertes, supervisora do serviço de tabagismo da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, as dificuldades que um fumante enfrenta ao largar o vício são muito individuais. “Em geral, são questões relacionadas a como manejar com stress, o medo da fissura, de engordar, de ficar muito ansioso ou irritado. O mais importante é saber o que motivaria essa pessoa a parar de fumar e quais são as barreiras e crenças”, afirma. Segundo ela, o tratamento mais eficaz inclui medicação e psicoterapia, além da prática de exercícios físicos, que também ajuda muito também. “Existem outras técnicas, mas não têm eficácia comprovada”, afirma.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)