Projeto Bandas Comunitárias combate o tráfico de drogas

Planeta FM
O projeto é uma iniciativa da Famurs, em parceria com o governo do Estado, que visa a inclusão social de crianças carentes por meio da música em comunidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Maestros e regentes dos grupos musicais do projeto Bandas Comunitárias reuniram-se, na quarta-feira (12/9), na sede da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) para debater o ensino musical nas comunidades. O encontro contou com a presença do secretário-adjunto de Justiça e Direitos Humanos do RS, Miguel Velasquez, que defendeu o programa como alternativa de combate ao tráfico de drogas. Criada em 2010, a ação já está presente em 15 municípios gaúchos.

Para a coordenadora da área de Educação da Famurs, Simara Casagrande, as bandas comunitárias afastam as crianças da marginalização social. “Este projeto atua nas comunidades carentes, tira as crianças da rua e propicia sua inclusão social dentro de equipes musicais”, explicou. Defensor dos direitos da criança e do adolescente, Velasquez acrescenta que os jovens rejeitarão as drogas quando realizarem alguma atividade que lhe proporcione prazer. “Uma criança com auto-estima elevada não será refém do tráfico”, garantiu.

Nos dias 3 e 4 de novembro, está prevista a realização de um grande encontro em Porto Alegre com mais de 600 jovens para a capacitação musical e troca de experiências. De acordo com o coordenador do Bandas Comunitárias, maestro André de Oliveira, será a primeira vez que os alunos terão contato com professores de música. “A partir do momento em que se tornarem músicos, estes jovens poderão ver a vida de outra forma”, projetou o maestro.

Bandas Comunitárias

O projeto é uma iniciativa da Famurs, em parceria com o governo do Estado, que visa a inclusão social de crianças carentes por meio da música em comunidades com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). As bandas são formadas por jovens com idades entre 10 e 16 anos. A finalidade é combater a pobreza sem assistencialismo, por meio de ações de capacitação profissional, combate ao analfabetismo, habitação, geração de trabalho e renda, cidadania e cultura.

Em 2010, foram dez os municípios que assinaram termo de adesão e receberam os kits com 30 instrumentos de sopro e percussão. São eles: Candelária, Canguçu, Lagoa Vermelha, Panambi, Parobé, Santiago, Santo Ângelo, Santo Antônio da Patrulha, São Gabriel e São Jerônimo. Em abril deste ano, mais quatro municípios passaram a integrar o projeto: Alvaorada, Canoas, Gravataí e Guaíba. Nesta quarta-feira (12/9), foi a vez do município de Sapucaia do Sul assinar sua adesão.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)