Por que precisamos de uma revolução? As Evidências e a Maconha.

Calvina Fay, colunista convidada, Diretora Executiva da Drug Free America Foundation, Inc., www.dfaf.org.

O que se escuta nas ruas é que a maconha não vicia e não é prejudicial. Frequentemente você vai ouvir pessoas que justificam seu uso, alegando que ela é mais segura do que o álcool. É o mesmo que dizer que é mais seguro esmurrar alguém no rosto com uma luva de boxe, em vez de com um punho nu. Ambas as formas de bater machucam e as duas estão erradas!

Essas alegações perigosas de que a maconha não é tóxica e não vicia estão prejudicando nossos jovens e suas chances de um futuro saudável e de sucesso. Isto não passa de propaganda, sem qualquer evidência comprovável. Na verdade, a ciência conta uma história muito diferente.

A ciência vem mostrando claramente que o cérebro humano continua a desenvolver-se até o início dos 20 anos de idade. Assim, a introdução de qualquer substância tóxica no cérebro causa prejuízo ao seu desenvolvimento normal. Alguns destes prejuizos tornam-se permanentes e vão alterar a vida do indivíduo.

Doença Mental

Uma infinidade de pesquisas mostram a ligação do uso de maconha com doenças mentais como: esquizofrenia, transtorno bipolar, depressão e transtorno de ansiedade. Um estudo holandês de 4000 pessoas da população em geral revelou que aqueles que usavam grandes quantidades de cannabis multiplicaram por sete a probabilidade de ter sintomas psicóticos em três anos mais tarde. A pesquisa indica que o uso da maconha está ligado com o aparecimento de sintomas psicóticos como também com o agravamento dos sintomas existentes. Rebecca Kuepper liderou uma equipe de pesquisa que descobriu que “o uso da maconha é um fator de risco para o desenvolvimento de sintomas psicóticos incidentes. O uso contínuo de cannabis pode aumentar o risco de transtorno psicótico por impactor os efeitos dos sintomas”. Há uma preocupação especial sobre a associação da esquizofrenia com aqueles que iniciam o uso de maconha em uma idade precoce.

Memória e Encolhimento do QI

No mês passado, cientistas do Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch, em Melbourne, na Austrália, comprovaram a suspeita de longa data, de que o uso pesado de maconha por longo período causa danos à memória cerebral e à capacidade de aprendizagem. A pesquisa mostrou que quanto antes as pessoas colmeçam o abuso de cannabis, pior o dano. Eles relataram uma redução do volume de massa branca, o sistema complexo de fiação cerebral, de mais de 80 por cento nos usários de maconha estudada. Eles concluíram que essa redução estava ligada à perda de memória e de concentração; e que os usuários têm dificuldade para aprender coisas novas e de se lembrar das coisas. Suas descobertas somam-se a evidências anteriores mostrando que o hipocampo, a área do cérebro envolvida na memória, encolheu entre os usuários pesados.

Uma outra pesquisa com descoberta significativa liberada em agosto acrescenta mais preocupações sobre a maconha. Um estudo de coorte (painel de faixa etária) de longo prazo, com mais de 1.000 neozelandeses, liderada pela Dra. Madeline Meier, pesquisadora de pós-doutorado na Universidade de Duke, envolveu indivíduos que iniciaram o uso de maconha na adolescência e seguiram usando por anos subsequentes. Os resultados da pesquisa mostraram uma diminuição média de QI de 8 pontos entre as idades de 13 e 38 anos. Abandonar o uso não pareceu reverter a redução de QI.

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Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas