A escola e as drogas

Gazeta de Alagoas
Nos últimos dias, fomos surpreendidos por várias situações de violência dentro das escolas. O motivo maior: as drogas.

Infelizmente, estamos numa guerra, o local que achamos seguro para nossos adolescentes, crianças, enfim, o lugar que deveria ser a continuação das nossas casas na construção de um futuro melhor, mais digno, já foi contaminado.

Precisamos tomar atitudes severas, devemos nos voltar para o resgate da cidadania, dos valores morais, do valor real da vida, uma vida feliz sem drogas. A escola deve ser um lugar de amor, de conhecimento, de valorização da vida, de esperança em um futuro melhor.

Existem vários fatores de risco e de proteção no ambiente escolar em relação às drogas. Entre eles, a falta de senso comunitário no ambiente escolar, regras e punições ambíguas ou inconsistentes em relação ao uso de substâncias psicoativas ou a conduta dos estudantes. Como fatores de proteção podemos citar um ambiente escolar que ofereça apoio e cuidado; altas expectativas de funcionários, professores e direção da escola em relação aos alunos; padrões claros e consistentes para comportamentos apropriados.

É desejável que existam programas de prevenção nas escolas com a participação dos educadores e pais. É importante que todos se unam. Quando vínculos sociais estão enfraquecidos, é mais provável que os indivíduos não sigam padrões convencionais e se engajem em comportamentos de rebeldia, como o uso abusivo de drogas.

Devemos oferecer alternativas que viabilizem o “dizer não” às drogas, pois o uso de substâncias psicoativas é precedido por problemas e tensões sociais vivenciados pelos jovens, que recorrem a elas como escape de frustrações e pressões da vida. Com essa finalidade, a escolha pelo uso de drogas se daria pela falta de alternativas como envolvimento em atividades escolares e profissionais; engajamento religioso; atividades físicas etc. Assim, interfere-se nas condições sociais desfavoráveis, oferecendo alternativas culturais, esportivas ou de lazer, nas escolas ou na comunidade, e na formação de grupos de jovens para discussões e atuação em problemas comuns a eles.

Difícil e árdua missão do educador, que nos dias de hoje se depara com situações insanas, onde a cada dia cresce o número de dependentes químicos; onde a violência maior ocorre diante dos olhos da sociedade.

Todo cidadão deveria se sentir indignado com essa situação vivenciada pelos professores e diretores, pois se um dia ficamos sentados nos bancos de uma escola e hoje somos quem somos, devemos isso aos nossos professores.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)