Investigadores britânicos mostram efeitos do tabaco na pele

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Investigadores da Universidade de Staffordshire, no Reino Unido, descobriram um método inovador para ajudar as mulheres jovens a deixar de fumar. Trata-se se um programa informático que envelhece a pele.

Investigadores da Universidade de Staffordshire, no Reino Unido, descobriram um método inovador para ajudar as mulheres jovens a deixar de fumar. Trata-se se um programa informático que envelhece a pele.

Para este estudo, o grupo de cientistas, liderado por Sarah Grogan, professora de Psicologia da Saúde da Staffordshire University, utilizou um programa informático que envelhece as pessoas. Foram formados dois grupos de mulheres: um a quem as imagens foram mostradas e outro grupo que não viu as modificações nas imagens.

Às participantes do grupo que podiam visualizar as transformações foi-lhes mostrada duas imagens: o aspecto que teriam aos 72 anos caso continuassem a fumar e a imagem que teriam com a mesma idade, se tivessem deixado de fumar.

Com esta abordagem, verificou-se que as mulheres que viram as duas imagens diferentes manifestaram uma atitude mais positiva, quanto a deixarem de fumar, do que as mulheres que não viram as imagens.

O estudo concluiu ainda que as mulheres expostas a este tipo de intervenção revelaram menor adição pela nicotina e manifestaram uma vontade maior de deixar de fumar do que as outras participantes que não foram submetidas ao mesmo tratamento.

As evidências encontradas mostram que pode haver uma relação direta entre a imagem e a decisão de deixar de fumar. Assim, este método pode constituir-se como uma técnica complementar aos métodos tradicionais já existentes, revelam os investigadores britânicos.

“A imagem corporal é uma das grandes preocupações das mulheres jovens. O nosso estudo aproveitou este fenômeno e utilizou estas preocupações de uma forma positiva para promover a saúde”, explicou Sarah Grogan.

A cientista acrescentou ainda que “está bem estabelecido que o tabaco envelhece a pele e a visualização dos efeitos nos seus rostos teve um grande impacto nas participantes”.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)