De Cara Limpa Contra as Drogas encerra o ano com mais 18,9 mil pessoas atendidas

24 Horas News
Com um total de 18.957 pessoas, o programa De Cara Limpa Contra as Drogas, da Polícia Judiciária Civil, encerrou as atividades do ano de 2012.

Com um total de 18.957 pessoas, o programa De Cara Limpa Contra as Drogas, da Polícia Judiciária Civil, encerrou as atividades do ano de 2012, nesta quinta-feira (29.11), na Academia da Polícia Judiciária Civil, com participação de amigos do programa, voluntários e 300 alunos das 10 de escolas públicas atendidas com ações de prevenção as drogas.

Muito mais que prestação de contas das atividades realizadas ao longo de todo o ano, foi uma manhã de integração dos alunos das dez escolas, que em apresentações artísticas de teatro, coral, incluindo músicas em línguas espanhola da oficina de espanhol, de violão e poesia, puderam mostrar um pouquinho do que aprenderam, demonstrando que todo o esforço do programa não tem sido em vão.

Emocionada, a delegada Alana Cardoso fez um balanço das ações executadas em 2012 nas escolas. “O programa subiu o número de escolas atendidas. Isso é um avanço muito grande em relação aos trabalhos desenvolvidos pelo programa. A meta do De Cara Limpa é ocupar o tempo ocioso da criança e do adolescente para evitar que ele tenha o contato com a droga”, afirmou a delegada.

Em números, a delegada mostrou que o programa tem conseguido atingir seu objetivo, evitar que crianças e adolescentes tenham contato com o mundo das drogas, por meio de atividades culturais, profissionalizantes, de esporte e lazer. Em 2012, o programa realizou 66 palestras que atingiram um público de 6.685 crianças, adolescentes e adultos das escolas beneficiadas; 5 oficinas que beneficiaram 339 alunos; 3 curso profissionalizantes do Nacional da Aprendizagem Comercial (Senac), com 75 alunos formados; e 43 eventos extra, fora das ações regulares nas escolas contempladas, como palestras em empresas, clubes sociais, comunidades e outras escolas públicas e particulares e participação em eventos.

O delegado geral da Polícia Judiciária Civil, Anderson Garcia, agradeceu a coordenação do programa e disse que a instituição se preocupa com a repressão, mas também com responsabilidade social. “A Polícia Civil no combate ao tráfico de drogas não atua somente na repressão. Esse é o nosso carro chefe, a nossa missão, mas temos a consciência da nossa responsabilidade social e com isso, investimos muito em projetos de pro-atividade, um deles é o De Cara Limpa Contra as Drogas. Temos um perspectiva para 2013 de começarmos a realizar a interiorização do programa”, afirmou.

O coral De Cara Limpa é a oficina mais antiga desenvolvida pelo programa, que há dois anos vem levando musicalidade para alunos de escolas públicas, uma em Cuiabá e duas Várzea Grande. A investigadora de polícia, Rosa Malena, é orientadora das oficinas de Coral, realizada na escola São Sebastião (80 alunos da região do Pedra 90), escola Dom Bosco (80 alunos), e escola Professor Demétrio de Souza, com 120 alunos, divididos em três turmas, ambas em Várzea Grande.

Para ela, trabalhar com as crianças na oficina de coral tem sido um aprendizado a cada dia. “Lá vemos crianças em todas as situações de risco, que sofre todo o tipo de violência e estão em contato direto com as drogas. E nós passamos valores em relação à família, a Deus, cantamos e ensinamos músicas seculares e também gospel”, destaca.

“A assistência deles é muito grande e eles me esperam ansiosos, me recepcionam com abraços e os pais nos procuram agradecendo porque a criança ficou menos tímida e mais educada. Então, está sendo muito bom para eles e mais especial para mim”, completa.

A aluna do coral da escola São Sebastião, Taissa Mara, de 12 anos, disse que participando das oficinas aprendeu a desenvolver a voz. “Vi que em vez de ficar na rua, podia aprender a cantar e o que é certo e errado”, declarou.

A estudante Brena Margarida Carlos de Souza, da escola Herbet de Souza, na região do Cinturão Verde, no Pedra 90, falou dos benefícios levados a sua escola. “ Minha escola mesmo melhorou muito depois do projeto. Tinha amigos que estavam começando a usar a droga e depois do projeto alguns pararam e começaram a estudar e hoje são ótimos alunos”, disse.

O professor e coordenador da Escola Fernando Leite, em Várzea Grande, Edvaldo Dias Bocuti, lembrou que a iniciativa de levar o programa para dentro dos muros da unidade foi da própria direção, devido a problemas com a criminalidade, em especial a droga que vinha sofrendo. “O programa quando entrou na escola, não se preocupou só com a droga, mas também com a formação de nossos alunos, para se tornarem cidadão mesmo conhecedores de seus direitos e deveres. Fizeram um trabalho mais do que de proteção às drogas e sim de cidadania”, analisou o professor.

Elogios e homenagens

Aos parceiros, amigos e voluntários, o programa De Cara Limpa Contra as Drogas e a direção da Polícia Civil entregaram troféus de agradecimentos e 29 elogios a policiais que participam voluntariamente ministrando palestra ou ajudando na execução das atividades.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)