Excesso de álcool é prejudicial para quem tem osteoporose

Bolsa de Mulher
“Substância torna os pacientes mais suscetíveis a fraturas”, diz reumatologista.

O álcool, mesmo quando consumido moderadamente, pode desencadear em alguns efeitos negativos no corpo de uma pessoa que podem prejudicá-la, principalmente se ela tiver predisposição a desenvolver a osteoporose ou mesmo já ter a doença. O que acontece é que o álcool, depois de ingerido, age no organismo de forma a diminuir as reservas de cálcio e, consequentemente, faz com que os ossos fiquem fragilizados e pode gerar a osteoporose ou intensificá-la. “O álcool tem efeito direto sobre o tecido ósseo, interrompendo a formação óssea”, afirma o nutrólogo Dr. Gabriel Biancardi.

A explicação para isso é que alguns estudos mostram que o álcool aumenta os níveis de um hormônio conhecido como paratireoide, que atua para equilibrar a quantidade de cálcio e fósforo no organismo. Mais do que isso, o álcool age diretamente no fígado das pessoas, órgão responsável por ativar a vitamina D, imprescindível para absorver o cálcio no organismo.

“O álcool torna os pacientes mais suscetíveis a fraturas em decorrência de seus efeitos diretos e indiretos sobre o metabolismo ósseo, bem como em razão de outros efeitos adversos do álcool com alterações no equilíbrio e no sistema nervoso periférico, com maior tendência a quedas”, explica a reumatologista Dra. Elaine de Azevedo.

Você já deve ter ouvido falar, ou não, que a cerveja pode prevenir a osteoporose das mulheres por fortalecer a musculatura óssea feminina. A nutricionista Fabiane Lorensato Garcia conta que uma pesquisa espanhola, publicada no jornal Nutrition, afirma esse fato. De acordo com o estudo, a cerveja contém muito silício, que fortalece os ossos, retarda o desgaste natural e estimula a formação óssea. Além disso, mostra que ela é rica em fitoestrogênio, que pode contribuir na manutenção dos ossos das mulheres mais saudáveis. De acordo com o Dr. Biancardi, o consumo social da cerveja pode não estar associado à perda óssea por estimular nas mulheres componentes estrogênicos com propriedades que podem preservar o osso. Porém ainda não há comprovação para essa ideia. “Arriscar para quê?”, questiona o nutrólogo.

Não há uma quantidade recomendada para o consumo que não interfira no desenvolvimento da doença, de acordo com o Dr. Biancardi. “Eu nunca recomendaria, não só pelo dano ósseo, mas também pelo risco aumentado de queda”, reflete o nutrólogo. Além disso, o ideal é manter uma alimentação saudável e equilibrada, ficar longe do cigarro e praticar exercícios constantemente. O sedentarismo pode prejudicar, e muito, as pessoas que têm predisposição à osteoporose e, principalmente, as que já têm a doença desenvolvida. Dados da pesquisa Firme e Forte Osteoporose 2012, que ouviu cerca de 2 mil brasileiras acima de 16 anos e 1 mil homens acima de 16 anos, mostram que apenas 28% das mulheres com mais de 45 anos praticam atividades físicas regularmente.

Sobre a Campanha Firme e Forte

Lançada em 2011, o objetivo Campanha Firme e Forte Osteoporose é alertar e orientar a população sobre a importância da prevenção e combate à osteoporose, doença silenciosa, tão perigosa quanto à hipertensão e que já atinge 10 milhões de brasileiros. As ações estão programadas para acontecer até o fim de 2012, trazendo informações sobre a doença, ações de alerta para mudança de hábitos de vida e alimentares, além da prevenção.

É uma iniciativa inédita da Abrasso – Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo e conta com o apoio do Ministério da Saúde, da International Osteoporosis Foundation (IOF) e da Federação Nacional e de Associações de Pacientes e de Combate à Osteoporose (Fenapco). Para saber mais sobre a campanha, basta acessar o link: http://sejafirmeforte.com.br. Lá é possível encontrar informações, entrevistas e muitas dicas sobre o tema.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)