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Cidades terão de cumprir papel fiscalizador

Bom Dia
Nova norma nacional propõe internação involuntária a usuários e pena mais rígida aos traficantes

Para combater os entorpecentes e o vício ilícito, a Lei Nacional Antidrogas foi alterada pela Comissão Especial do Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas. Agora, municípios, Estados e a União terão de cumprir um papel de fiscalização e de autuação.

Além disso, a pena para traficantes terá maior potencial ofensivo. Já para os usuários, a internação involuntária é permitida pelo prazo de até seis meses.

Especialistas / Na opinião do presidente da clínica especializada no tratamento da dependência química, física e emocional, o Centro Terapêutico Araçoiaba, em Araçoiaba da Serra, Valter Lattanzio, a lei é benéfica. “O dependente não enxerga o quanto a droga faz mal para ele e, por isso, é importante que alguém possa interceder por ele”, comenta.

Outro ponto positivo avaliado por Valter Lattanzio é o tempo mínimo da internação. “O dependente chega à clínica de forma involuntária, mas ele só vai ter resultado no tratamento se entender a necessidade do processo”, afirma. “Seis meses é um tempo bom para que ele enxergue os males ocasionados pela droga”, complementa.

Já para o vereador eleito Rodrigo Manga (PP), que tem como uma de suas principais bandeiras o tratamento dos dependentes químicos, o projeto de lei representa um avanço. “O dependente químico tem momentos de consciência, arrependimento e lucidez. Porém, após essa fase, o desejo pela droga é tão intenso que ele não tem controle sobre si mesmo, precisando de ajuda e de tratamento especializado para que consiga vencer o vício”, diz. “Neste sentido, a internação involuntária e o aumento do tempo mínimo de internação seriam medidas essenciais no tratamento.”
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)