Álcool e Direção – Mãe conta como perdeu filho em acidente de trânsito

Blog da Saúde
Nesta terça-feira (19), o Ministério da Saúde divulgou um estudo inédito, realizado pelo programa Vigilância de Violências e Acidentes (VIVA), mostrando confirmando os perigos da relação entre álcool e direção.

O levantamento aponta que uma em cada cinco vítimas de trânsito, atendidas nos prontos-socorros brasileiros, ingeriram bebida alcoólica. Entre as pessoas envolvidas em acidentes, 22,3% dos condutores, 21,4% dos pedestres e 17,7% dos passageiros apresentavam sinais de embriaguez ou confirmaram consumo de álcool. Entre os atendimentos por acidentes, a faixa etária mais prevalente foi a de 20 a 39 anos (39,3%).
 
Infelizmente a união de álcool e direção resultou em finais infelizes para muitas pessoas. Ana Cristina P Bertasso relatou ao Blog da Saúde como a bebida alcoólica causou a morte de seu filho em um acidente de trânsito.

“Em 2 de março de 2007, meu filho, de 22 anos, estava indo de Campo Grande(MS) para Umuarama (PR) prestar um concurso para o Ministério Público. Ao chegar a entrada de Dourados, ele teria que passar por um quebra molas alto. Logo o carro estava quase parado quando um senhor bêbado perdeu a direção de sua caminhonete e bateu no carro do meu filho. Era o terceiro acidente deste senhor, estando ele sempre alcoolizado naquela semana. Meu filho chegou ao hospital com vida, mas faleceu algumas horas depois. O impacto foi tão grande que o cérebro dele rotacionou 360° e perdeu todas as fissuras. Enquanto eu saia da UTI, logo após seu falecimento, passei pela frente de um quarto que estava com a porta aberta e o médico que me acompanhava contou que aquele era o senhor que bateu no carro do meu filho. Perguntei se ela havia se machucado e o médico me disse que ele só estava ali para curar a bebedeira, e que ele não havia sofrido nenhum arranhão. Este senhor recebeu como punição  apenas pagar 3 cestas básicas. Cada dia que penso sobre tudo o que aconteceu chego a conclusão de que a vida de um rapaz de 22 anos, trabalhador (ele era analista do IBGE ), e que se formaria em direito dali a dois meses valeu apenas 3 cestas básicas. Acho que deveríamos nos juntar e repensar o valor de uma vida”.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)