Estudo diz que Homens Brasileiros Incapacitados por Abuso de Bebidas Alcoólicas só perdem para Russos

Jornal Diário de S. Paulo
Incapacitação por álcool é alta no país

De acordo com estudiosos do projeto GBD (Global Burden Disease), que envolve pesquisadores de todo o mundo, o uso do álcool surge como principal fator de risco para a carga de doenças crônicas não comunicáveis, registrando 11% dos anos de vida perdidos por incapacitação. Em estudo comparativo desse tema, envolvendo dez países, os homens brasileiros ficaram em 2 lugar, perdendo apenas para os russos.

As mulheres não ficam muito atrás: 3 colocação no ranking, atrás das russas e americanas.


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O Ministério da Saúde divulgou estudo mostrando que 21% das vítimas de trânsito no país usaram álcool e 49% das vítimas de agressão.

O uso de bebidas alcoólicas, cada vez maior na infância e adolescência, é um dado preocupante e dificulta mais um tratamento que tenha sucesso.

A psicóloga Lara Luiza Soares de Souza, do Nead (Núcleo Einstein de Álcool e Drogas), do Hospital Albert Einstein, explica que, quanto mais cedo uma pessoa começa a consumir bebida alcoólica, maior a chance de desenvolver dependência da substância. “Calcula-se que o índice de recuperação de alcoolistas gire em torno de 30%. É um índice baixo e mostra a necessidade de se prevenir antes do primeiro consumo ou detectar o problema antes de o paciente se tornar um alcoolista”, disse. “Senão, passam a adotar comportamentos de risco, como o sexo inseguro.”

Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mostrou que 80% dos 436 jovens entrevistados – com idades entre 10 e 18 anos – já experimentaram bebidas alcoólicas. O estudo indica ainda que quase metade dos jovens bebeu pela primeira vez em festas (44,6%) ou em casa, com a família (21,3%).

Segundo a psicóloga Lara, filhos de pais alcoolistas têm seis vezes mais predisposição genética para o problema.
Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas