Prevenção às drogas na escola, é possível!

A Tribuna
O termo droga está associado a algo ruim, a substâncias proibidas. Segundo a OMS, droga é qualquer substância não produzida pelo organismo, que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento.

Os efeitos “prazerosos” das drogas, nem sempre ocorrem sozinhos, pois uma série de efeitos colaterais também são produzidos.

A partir de 1988, o Brasil iniciou a construção de políticas específicas, estabelecendo fundamentos, objetivos, diretrizes e estratégias para serem conduzidas de forma planejada e articulada, buscando a redução e demanda e da oferta de drogas.

Com essa preocupação, o governo federal, através da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), do Ministério da Justiça, da Secretaria de Educação Básica (SEB), do Ministério da Educação e Cultura (MEC), reconhecendo a escola como um espaço privilegiado para ações preventivas contra o uso indevido de drogas, promoveu no ano de 2012, um Curso de Capacitação do Uso Indevido de Drogas para Educadores de Escolas Públicas, que é parte integrante do Programa “Crack, é possível vencer” e que tem por objetivo, preparar os profissionais para a realização de ações preventivas na escola, além de outros comportamentos de risco e atuando como agente de prevenção.

Nessa perspectiva, a escola é uma instituição social, que exerce um papel importante no processo educativo, orientada por programas e estruturas formais de ensino.

A palavra educar origina-se do latim educatio, significa instrução, ação de criar, de alimentar.

O termo prevenir, tem o significado de preparar, chegar antes, impedir que aconteça. Assim a prevenção exige uma ação antecipada e intervenções orientadas, a fim de evitar o surgimento ou progressão de doenças específicas.

Vale ressaltar que, a proposta para a escola, não é o combate às drogas e sim contra os fatores de riscos que colocam os alunos em vulnerabilidade ao uso de drogas, pois a extensão e gravidade sobre este problema, mostra que é preciso encontrar formas de tratar a questão com toda a sociedade.

Além da escola e família buscarem ações preventivas e educativas, esperamos também posturas políticas de fatores de risco do contexto em que inserem a família e a escola, que são a miséria, a desumanização do ser humano, falta de emprego, moradia e falta de qualidade nos programas de promoção à saúde.

Com políticas efetivas e com ações de qualidades integradas à prevenção ao uso de drogas, é possível a escola não se sentir sozinha e com tamanha responsabilidade, contando com a colaboração dos programas e projetos voltados às crianças, jovens e adultos.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)