Rio Claro conscientiza crianças para evitar casos de tráfico de drogas

G1
Ocorrências triplicaram nos cinco primeiros meses deste ano.
Para delegado, número de denúncias é responsável pelo crescimento.

O Programa Educacional de Resistência as Drogas e a Violência de Rio Claro (SP) trabalha na conscientização de crianças e adolescentes para evitar o aumento dos casos de tráfico de drogas na cidade, que triplicou entre 2012 e 2013. Segundo a Polícia Civil, o grande número de denúncias é responsável pelo crescimento e de acordo com a Polícia Militar o número de traficantes nas ruas aumentou.

Rio Claro é a cidade da região de São Carlos (SP) em que mais cresceram as apreensões de droga. De janeiro a maio do ano passado foram 46 casos de tráfico de entorpecentes, número que triplicou para 130 nos cinco primeiros meses de 2013, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP). Em um mês o número cresceu 95% na cidade. Em abril, foram 20 ocorrências contra 39 registradas no mês de maio.

Uma moradora da Vila Industrial, que tem medo de se identificar, afirma que vive há sete anos no bairro e que é comum encontrar traficantes pelo bairro. “A gente percebe as crianças não tendo mais objetivos, aliás, não têm coragem de brincar por medo, medo de ficar na calçada e ser atropelada por alguém na passagem das drogas e nem os pais têm sossego”, afirmou.

O delegado seccional de Rio Claro, Francisco Hoppe, alega que o aumento das apreensões é positivo. “O número de flagrantes de tráfico aumentou e isso é um dado positivo, que revela a atuação da polícia com apoio da comunidade”, disse.

Venda nas ruas
Outro fator que tem colaborado para este crescimento, segundo o porta-voz da Polícia Militar, capitão Rodrigo Arena, é que a quantidade de traficantes vendendo pequenas porções de droga nas ruas, aumentou. “Tem mais pessoas traficando e temos auxílio do disque denúncia e a maior parte das denúncias são referentes ao tráfico de entorpecentes, o que mostra o comportamento do tráfico, pulverizado pela periferia da cidade”, afirmou.

Para ele, a formação das crianças tem contribuído para conscientização da comunidade. “Além da repressão que a Polícia vem fazendo tem também o trabalho de prevenção, como o Proerd, que estamos finalizando cursos em várias escolas da cidade, ao todo 600 alunos que se formam”, explicou. “Esse programa é ótimo para que aprendam bastante, tenho um filho de 16 anos, mas nunca se envolveu com nada, graças a Deus”, disse a faxineira Daniela de Souza.

O mecânico Osni Miguel tem uma filha de 10 anos e apoia este tipo de trabalho. “Segundo ela uma criança da 6ª série com um outro coleguinha passou coisas que ela não sabia o que era, mas a diretora chamou os pais para ver o que estava acontecendo e descobriram que era droga e isso preocupa”, contou.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)