Uma análise sistemática de uma doença silenciosa e progressiva: alcoolismo

DM Notícia
Durante muito tempo, desde os tempos mais remotos, o consumo de álcool sempre foi de natureza “social” e em todo canto do mundo se consome álcool.

No século atual (XXI) os profissionais da saúde, de uma maneira geral, vêm se preocupando com as drogas ilícitas; mas deixando de lado (assim vejo) a pior droga liberada e até com direito a propaganda nas redes de TV, como algo visto apenas pelo lado social e de pouco repercussão na saúde individual e coletiva da sociedade como um todo. A família, a priori, é a mais prejudicada, seguindo pelo índice alarmante de pessoas que faltam ao trabalho por não terem condições física e psicológica para ir ao trabalho. Tudo provocado pelo simples beber “social”. O consumo de álcool se agrava nos final de semanas e feriados; onde as pessoas passam pela síndrome de final de semana. Medo de ficar com elas mesmas. Se agrupam e se escondem no consumo pouco moderado na ingestão de bebida alcóolica e, muitas se somando a outras substâncias.

Se tornando cada vez mais um grave problema de natureza médica, psicológica e psiquiatra, que requer urgência em sua assistência, assim como afeta e corrói a sociedade, em detrimento de seus prejuízos orgânicos, emocionais e mentais.

O consumo de álcool envolve crianças mal orientadas, jovens em desalinho de conduta, adultos e idosos instáveis, gerando altos índices de intoxicação aguda e subaguda em todos, como consequência da facilidade como pode ser consumida, por fazer parte do status da sociedade contemporânea, repetindo o que já ocorrerá no passado.

Podemos dizer que todos aqueles que têm como hábito a bebida alcóolica, pode e deve ser considerado um alcoolista, entretanto, vários são os tipos de alcoolistas: os que bebem todos os dias e não se embriagam; os que bebem somente final de semana; mas compulsivamente; os que bebem diariamente e se embriagam; os que já perderam o controle sobre a bebida – aqueles que não mais bebem; mas são bebidos pelo álcool, etc., e cada um desses tem as explicações sobre o porquê bebem e ainda justificam a “necessidade” de beber e, ainda tentam convencer-se, que jamais se tornará um alcoolista e que para a hora que quiser – grande ilusão.

Os sintomas mais comuns do consumo de álcool é a insônia – após alguns cochilos são despertos por pesadelos horríveis, irritabilidade, dores no estomago e nas pernas, dores de cabeça crônica, inquietação diante da vida, medo exagerado e sem motivo aparente e, não raro, pensamentos suicidas.

Por ser uma doença silenciosa e processual, esses sintomas podem ir se agravando até se tornar crônico e surgir outras consequências mais graves como depressão grave – pois o álcool é depressivo, por impedir a produção de hormônios que controlam o humor (seretonina e noradrenalina) , alcoonorexia (aqueles que bebem e não conseguem comer – já comentado em detalhes em texto editado nesse jornal), ansiedade grave, tornar-se violento, delírios e alucinações, comprometimento mediúnico pela influência, inquestionável, dos irmãos viciados desencarnados, tremor nas mãos, em razão da progressiva degenerescência dos centros nervosos, etc..

Invariavelmente, a ansiedade e a depressão desempenham um papel preponderante no uso do álcool, por causa da ilusão de que a sua ingestão acalma, produz alegria, o que não corresponde à realidade. Em muitas personalidades psicopatas, o álcool produz rápidas alucinações e depressão, levando na primeira hipótese, à prática de ações criminosas, alucinadas, que desaparecem da lembrança quando volve a consciência.

Noutras vezes, a necessidade irresistível de ingerir o álcool, oferecendo o prazer mórbido do copo cheio, caracteriza o dipsômano ansioso e consciente de sua enfermidade. Esse tipo de enfermo pode manter relativa abstinência e grandes períodos de ingestão alcoólica, num verdadeiro “ciclo vicioso” que não consegue libertar. Ele está “consciente” de sua doença; mas acredita não ter força para deixar o vício. Veja o paradoxo: o maior sonho de todo alcoolista é deixar de beber!

Não se pode negar que existe uma herança ancestral para o alcoólico. Descendente de um alcoolista, ele apresenta tendência a seguir o hábito doentio. Embora não se pode dizer diretamente que o alcoolismo seja uma hereditariedade genética. Do ponto de vista psicológico, podem ser assinalado como causas, os conflitos de qualquer natureza, especialmente sexuais. A timidez, a instabilidade de sentimentos, o ciúme, o complexo de inferioridade, os transtornos masoquistas propelem para ingestão de álcool como fuga das situações embaraçosas. Algumas vezes, para servirem de encorajamento e outras com a finalidade de apagar lembranças ou situações desagradáveis. O alcoolista tem dificuldade de lidar com grandes emoções.

Do ponto de vista da espiritualidade, o viciado é, não raro, portador de compromissos espirituais transatos muito grandes, à semelhança de outros enfermos – que busca a fuga em outros vícios.

À semelhança do que ocorre com o tabagista e o drogado, estabelece-se um conúbio vampirizador por parte do desencarnado, que se torna hóspede dos equipamentos nervosos, via períspirito, terminando por conduzir o paciente ao delirium tremens, como resultado de insuficiência suprarrenálica, quando o organismo exaurido tomba sob situação de hipoglicemia e hiponatremia.

Noutras vezes, prosseguem na desforra, em razão do sentimento ambíguo de amor e ódio, no qual se satisfazem com a aspiração dos vapores etílicos que o organismo do enfermo lhes proporciona e do ressentimento que conservam embutido no desejo da vingança.

Assim sendo, igualmente entorpecem-se, embriagam-se, pela absorção da substância danosa que o períspirito assimila, enlouquecendo, além do estado infeliz em que se encontram. Nessa situação, tomam da escassa lucidez do hospedeiro psíquico e emocional, ampliando-lhe o quadro alucinatório e levando-o à prática de atos abjetos e mesmo de crimes hediondos.

A questão é tão grave e delicada, que nem sequer a desencarnação (morte física) do obsidiado faz cessar o processo que, não raro, prossegue sob outro aspecto no mundo espiritual.

O vício, de qualquer natureza, é rampa que conduz à infelicidade.

O indivíduo que se deixa levar pelo vício, entrega-se ao desmazelo, ao auto abandono, movimenta-se trôpego, trêmulo, numa espécie de ataxia física e mental. Oscila entre a tristeza e a alegria, apresentando sudorese abundante, náuseas, vômitos. Desenvolvendo quadros esquizoides, psicose alcóolica, epilepsia alcóolica, “mal de parkison”, por afetar diretamente o sistema nervoso central, etc..

O tratamento deve incluir três tipos de ajuda, médica psiquiátrica, psicológica/psicoterápica e espiritual. Agindo de maneira concomitante nos três corpos básicos do ser humano – corpo físico (matéria perecível), corpo mental (emocional) e corpo espiritual (psique= alma).

A aplicação da bioenergética (passe magnético por exemplo) é de grande utilidade, porque robustece o ânimo do paciente e ajuda-o na libertação das renazes que sofre por parte do perseguidor desencarnado.

Finalmente, podemos afirmar que a psiquiatria e psicologia espiritualistas conseguiram demonstrar que existe uma outra realidade além da objetiva, da convencional, na qual a vida é estuante e apresenta-se em forma de causalidade, onde tudo se origina e para a qual tudo retorna.

A cura real, portanto, de qualquer paciente, reside na sua transformação moral, porquanto pode recuperar a saúde física, emocional e mesmo psíquica, no entanto, se não aceitar a responsabilidade para autoiluminar-se, logo enfrentará novos problemas e situações desafiadoras. Do interior para o exterior.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)