Monólogo ´Drogas: Uma Maldição em Minha Vida`

InfoNet
Atividades semanais, que são realizadas com grupos temáticos

Bastaram 15 minutos para que a atriz e assistente social do Centro de Referência e Assistência Social de São Cristóvão (CRAS), Gilzanira Bastos, explicasse às crianças e adolescentes assistidos pelo Centro Especializado em Assistência Social (CREAS), na manhã desta terça-feira,13, o quão as drogas podem fazer mal a uma pessoa.

Através do monólogo ‘Drogas: Uma Maldição em Minha Vida, a profissional relatou histórias verídicas de ex-usuários que abriram mão da liberdade após se envolverem com as toxinas. A apresentação, segundo a própria Gilzanira, faz parte das atividades semanais, que são realizadas com os grupos temáticos.

“Para se abordar um tema tão polêmico e que traz tantas dúvidas quanto às drogas, é preciso criatividade. Não dá para tratar o problema com jovens e crianças, através de seminários extensos, slides. É necessário linguagem simplificada, e só a arte é capaz de aproximar esses grupos do assunto, tão bem”, explica a atriz.

Dentre os fatos que são abordados em meio à apresentação, os malefícios e consequências que as substâncias causam ao corpo, se destacam. “As crianças, principalmente, observam cada detalhe da apresentação. E é justamente esse nosso intuito. Atrair os olhares, acordá-los para o problema e, quem sabe, afastá-los desse mal”, enfatizou a assistente social.

Após a apresentação, Gilzanira conduziu uma discussão, esclarecendo possíveis dúvidas e acrescendo informações sobre as drogas lícitas e ilícitas. “Estamos aqui para incentivar o entendimento, para auxiliar a fixar informações e quando preciso, ajudá-los a se libertarem, caso já exista o envolvimento”, completa.

De acordo com a coordenadora do CREAS, Alexandra Santana, o trabalho lúdico é um dos métodos utilizados pelo centro para amparar os atendidos. “Temos como responsabilidade fortalecer os vínculos entre assistidos e familiares. Para isso, buscamos métodos simplificados, ampliando a oferta de atividades que atraiam a atenção dos atendidos”, informa Alexandra.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)