Conferência discute políticas públicas sobre drogas

Prefeitura de Uberlândia
Ideias também serão debatidas nas esferas estadual e federal

A terceira edição da Conferência Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas foi realizada nesta terça-feira (8), no auditório do Centro Administrativo Municipal. Representantes do poder público, sociedade civil e pacientes de comunidades terapêuticas e centros de atenção psicossocial (Caps) debateram e apresentaram propostas baseadas em quatro eixos temáticos: defesa social, desenvolvimento social, educação e saúde.

Os participantes elegeram delegados para representar o município na conferência estadual que acontecerá entre os dias 6 e 8 de novembro, em Belo Horizonte. A conferência segue as orientações e diretrizes estabelecidas nas legislações federal, estadual e municipal, acrescidas das convenções pertinentes ao tema, que neste ano é Políticas sobre drogas, cenários, avanços e desafios.

O secretário municipal de Saúde, Almir Fontes, falou sobre a necessidade de um trabalho em conjunto para enfrentar as drogas. “Infelizmente esse problema tão comum tem causado estrago enorme nas nossas famílias e aumentado ainda mais a criminalidade e a violência. Se não estivermos juntos de fato, Executivo, Judiciário, Legislativo e comunidade, jamais vamos resolvê-lo. E esse é um problema que precisa de enfrentamento multiprofissional”, afirmou Almir Fontes, referindo-se ao trabalho de médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais como fundamentais no tratamento de pacientes.

Responsável pela pasta de Antidrogas e Defesa Social, Flávia Carvalho também acredita no esforço em conjunto para esse combate. A prevenção é um ponto que, segundo a secretária, precisa de uma atenção especial para que o número de pessoas envolvidas seja menor ou nulo. “Política pública se faz quando a gente se une e cada um sabe do seu papel. Temos que evitar que 90% da sociedade que não experimentou álcool e outras drogas entrem nesse caminho”, alertou.

Outra questão debatida na conferência é a reinserção social dos pacientes. Para isso, é preciso um maior apoio ao terceiro setor para que ele se capacite. “Devemos trabalhar na implantação de projetos nas comunidades terapêuticas de maneira a dar oportunidade às pessoas no mercado de trabalho”, completou Flávia Carvalho.

Os debates, apresentações e trabalhos em grupo serviram para consolidar a formulação das propostas para compor a pauta a ser levada à capital mineira. Depois, as ideias de âmbito estadual vão para a conferência nacional. Todas essas propostas servem de base para a elaboração do Plano Municipal de Políticas Públicas sobre Drogas.

Pela primeira vez, o paciente Jorge Luiz participou da conferência. Interessado em discutir as melhorias para o setor, tanto na prevenção quanto no tratamento, ele preparou 14 sugestões com seu grupo de amigos que também são pacientes no Caps-AD. “Acho interessante participar. Para isso fizemos um documento com algumas pautas. A conferência é importante e já temos um representante que pretendemos eleger para nos representar em Belo Horizonte”, contou.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)