Projeto vai promover radiografia da situação das drogas no RS

JusBrasil
Projeto vai promover radiografia da situação das drogas no RS Com o objetivo de promover uma ampla radiografia da situação das drogas no Estado e articular ações entre instituições que tratam da questão, o Ministério Público, a Assembleia Legislativa, o Instituto Crack Nem Pensar, a Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs), o Governo do Estado e o Programa Gaúcho de Qualidade e Produtividade (PGQP) iniciam nesta semana o primeiro roteiro do projeto “Drogas: Articulando Redes”. Os encontros acontecem em Uruguaiana, na quarta-feira, 30; em Alegrete, na quinta-feira, 31; e em Santana do Livramento, na sexta-feira, 1º.

A proposta é realizar um diagnóstico da rede de serviços de atenção à drogadição, nos eixos de cuidado, prevenção e autoridade, tendo como meta integrar as áreas da saúde, segurança pública, justiça e assistência social, promovendo articulação da rede. Nesta primeira etapa, denominada Projeto Piloto, estão envolvidos 13 municípios da Região da Fronteira Oeste do Estado: Alegrete, Itaqui, Barra do Quaraí, Dom Pedrito, Manoel Viana, Maçambará, Quaraí, Rosário do Sul, Santa Margarida do Sul, São Borja, Santana do Livramento, São Gabriel e Uruguaiana. A escolha desta área se deve aos altos índices de drogadição, ao aumento significativo no consumo de crack nos últimos anos e por se tratar de área de fronteira com outros países.

O roteiro do projeto Drogas: Articulando Redes foi organizado tendo três sedes que concentrarão os municípios por proximidade. Promotores de Justiça, Deputados, representantes municipais das áreas da saúde e segurança, assistência social e educação estarão aprofundando as dificuldades e os acertos já diagnosticados e planejando ações futuras.

“É fundamental a articulação interinstitucional dos serviços, a qualificação e capacitação dos trabalhadores envolvidos diretamente com o tema, sejam governamentais ou não. Especialmente neste momento em que o governo do Uruguai está prestes a definir a liberação do consumo de maconha e produzir ele próprio a droga. Temos que avaliar o impacto destas medidas para a sociedade gaúcha e para o Brasil, caso isso ocorra” afirma o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais e Presidente do Instituto Crack Nem Pensar, Marcelo Dornelles.

Para o Deputado Frederico Antunes, “a experiência na fronteira, caso dê resultados positivos, servirá de parâmetro para a realização do projeto no restante do Estado. O grupo de trabalho não se limitará ao diagnóstico, pois estão previstas ações de monitoramento periódico para analisarmos o cumprimento das medidas planejadas nesta primeira fase. O propósito é de melhorar a prevenção, o cuidado e a segurança dos cidadãos”.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)