Estudo mostra consequências do hábito de fumar entre população de baixa renda

O hábito de fumar entre os brasileiros tem assolado de forma mais significativa a população de baixa renda. Inclusive em relação ao risco de desenvolver as doenças relacionadas ao tabaco. A pesquisa é da Fiocruz e da Universidade Federal Fluminense. Apesar das campanhas contra o tabagismo, ainda existem 25 milhões de fumantes no Brasil. Essa é uma questão de saúde que afeta, principalmente as pessoas de baixa renda. De acordo com o estudo, nas famílias de menor renda os fumantes passam de 20%.

O grau de escolaridade também foi analisado. Entre os brasileiros com pelo menos um ano de universidade, 10% são fumantes. Mas a proporção é duas vezes maior no grupo de pessoas que não completaram o Ensino Fundamental: 22%. O fumo está associado às doenças que mais matam no Brasil: enfarte, derrame, câncer, enfisema pulmonar. E a população com baixa renda acaba sendo a mais prejudicada. O risco de morrer por causa dessas doenças é pelo menos duas vezes maior entre as pessoas com baixa renda e que têm menos acesso à educação. Os especialistas defendem que é preciso dificultar o acesso ao cigarro e mudar as campanhas de prevenção.
Os fumantes com mais anos de estudo gastavam 5% da renda com cigarros. Enquanto aqueles que têm menos de 8 anos de escolaridade acabam comprometendo, em média, 13% do salário.

Desde 2005, o Sistema Único de Saúde oferece tratamento contra a dependência do fumo.
Autor:
OBID Fonte: Adaptado do Site Jornal Nacional – TV Globo